PGR manda investigar Joáo Dória e Bruno Covas

A Procuradoria=Geral da República abriu procedimento para investigar a suposta supernoticação de mortes por Covid-19 no estado de São Paulo, O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), foi o autor da representação no Ministério Público Federal.

De acordo com o parlamentar do Rio de Janeiro, os médicos que atuam nas ambulâncias de São Paulo estariam registrando a Covid-19 como causa de mortes mesmo sem a realização de exames laboratoriais.

Essa situação estaria ocorrendo por recomendação do governo paulista e da prefeitura de São Paulo. Na petição, o parlamentar afirma ainda que o objetivo do estado é “manipular os dados para desgastar politicamente o presidente Jair Bolsonaro e as suas orientações frente ao combate ao coronavírus”.

A subprocuradora-geral da República, Lindôra Maria Araújo, afirma em seu relatório que “os fatos narrados são extremamente graves e devem ser apurados em razão da possível repercussão constitucional e criminal que envolvem”.

O governador João Doria (PSDB) e o prefeito Bruno Covas (PSDB) devem dar explicações sobre o caso. O secretário municipal da Saúde, Edson Aparecido, nega a acusação. Segundo ele, todo os registros são feitos após exames laboratoriais. “Temos oito equipes que fazem a verificação dos casos suspeitos de morte por coronavírus”, afirmou ao Uol.

Em nota, a secretaria estadual da Saúde afirma “que a investigação do Ministério Público Federal surge um dia depois da revelação de que o senador Flávio Bolsonaro soube com antecedência de operação da Polícia Federal que mirou seu assessor”.

De acordo com a secretária, o estado prestará todos os esclarecimentos ao MPF por ter segurança de que segue diretrizes da Organização Mundial da Saúde e de portaria do próprio Ministério da Saúde.

 

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