Deputada cita o Governo do Amazonas como alvo da Polícia Federal

O Governo Wilson Lima não está na mira apenas da Assembleia Legislativa do Amazonas, que instalou a CPI da Saúde. Na segunda-feira (25), a deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP), em entrevista à Rádio Gaúcha, disse que a Polícia Federal estava prestes a deflagrar operações contra desvios na área da saúde nos estados. Ela citou os governos do Rio de Janeiro, São Paulo , Amazonas,, Roraima e Mato Grosso.

Nesta terça-feira (26), com a concretização da Operação Placebo, no Rio de Janeiro, a deputada Zambelli comentou na CNN Brasil que não tinha informações privilegiadas. “Basta raciocinar. Se o governador Zema (MG) compra respiradores a R$ 23 mil, cada, e os governadores do Amazonas, Rio de Janeiro e São Paulo, entre outros, pagaram valores superiores a R$ 100 mil por cada respirador, é óbvio que serão invesigados. Não precisa ter acesso à PF. É uma questão lógica”, disse a deputada.

Rio de Janeiro

Nesta terça-feira, o governador, Wilson Witzel, e a mulher, Helena, foram alvos da Operação Placebo. A apura desvio de verbas que deveriam ser usadas no combate à pandemia do coronavírus.

No Amazonas

Atraso de salários dos profissionais da saúde, supostos superfaturamento de EPIs e outras denúncias de corrupção estão apurados pelos órgãos de inteligência federal. O Portal Roteiro de Notícias noticiou há 50 dias que agentes estariam investigando contratos do Governo do Amazonas com Organizações Sociais na área de Saúde e contratação de empresas de mídia pela Secretaria de Educação.

Ontem, o Ministério Público (MP-AM) cobrou, informações do governo sobre pagamentos realizados às cooperativas de profissionais da área de saúde. O assunto foi tema de reunião com a participação do governador Wilson Lima e representantes de outros órgãos de controle, como o Ministério Público do Trabalho (MPT), Defensoria Pública do Estado (DPE), Procuradoria-Geral do Estado (PGE), Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), entre outros que compõe o comitê de enfrentamento de crise para o combate à pandemia.

Representando o MPAM, a procuradora-geral de Justiça, Leda Mara Nascimento Albuquerque relatou denúncias recebidas pelo órgão que dão conta do atraso de salários de enfermeiros e técnicos de enfermagem.

Segundo Leda, as cooperativas e empresas que trabalham com a saúde estão devendo de um a seis meses de salários aos seus funcionários.

Hospital

O Ministério Público do Trabalho, através do Procurador Chefe, Jorsinei Dourado, incluiu na pauta, também, a situação do hospital Francisca Mendes, já que, no dia 4 de junho, termina o contrato com a Fundação de Apoio Institucional Rio Solimões (Unisol), que gerencia a unidade. Atualmente, por atraso dos salários dos profissionais de saúde, o “Francisca Mendes” suspendeu todos os atendimentos eletivos, como acompanhamento de cardíacos e exames clínicos. Dezenas de médicos especialistas saíram de Manaus e passaram a trabalhar em outras capitais, como São Paulo, por exemplo.

A situação envolvendo o Francisca Mendes se estende desde do ano passado, quando os Ministérios Públicos Estadual, Federal e de Contas tiveram liminar favorável com a Justiça Federal determinando que a União, por intermédio da Fundação Universidade do Amazonas (FUAM), o Estado do Amazonas, pela Susam, e a (Unisol), iniciasse os levantamentos, avaliações e prestações de contas para viabilizar a extinção legítima dos ajustes de cogestão e garantisse a continuidade dos serviços e pagamentos.

 

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