Serafim solicita ao governo que ‘Beneficente Portuguesa’ seja contratado pela tabela SUS

O G overno do Amazonas mostra desinteresse em utilizar unidades hospitalares de Manaus, como a Beneficente Portuguesa, optando pela contratação de OS que não deram certo em nenhuma cidade brasileira

O deputado Serafim Corrêa (PSB) solicitou ao governo do estado, juntamente com outros parlamentares, nesta terça-feira,14, a contratação do Hospital Beneficente Portuguesa com pagamento da tabela do Sistema Único de Saúde (SUS) para desafogar o atendimento nos demais hospitais públicos de Manaus.

“Tomamos iniciativa no ano passado, junto com a deputada Therezinha, deputado Adjuto Afonso e deputado Abdala Fraxe. Senti uma certa má vontade de parte da Susam, uma resistência muito grande em contratar o Beneficente Portuguesa pagando a tabela SUS. Assim como também vi de parte da Susam muita má vontade em relação do hospital HUGV (Hospital Universitário Getúlio Vargas)”, disse.

O parlamentar afirmou que se o estado tivesse seguido a Lei do SUS, nº 8080/1990, a crise na saúde pública poderia estar controlada.

“Lá está dito o que é o SUS. O Sistema Único de Saúde usa primeiro todas as instalações de saúde federais, estaduais e municipais. Depois usa as filantrópicas, que é o caso da Beneficente e, por último, a medicina privada, complementarmente”, explicou.

Serafim ainda pontuou que o problema, no Amazonas, não é de hoje, vem se arrastando há muito tempo, mas continua.

“Começamos primeiro usando a medicina privada, complementarmente. O que tivemos no Amazonas não é de hoje, é de muito tempo. Nós invertemos isso. Começamos usando a medicina privada. Os hospitais públicos são administrados pela iniciativa privada”, disse Serafim.

O líder do PSB na Casa Legislativa também destacou que as Organizações Sociais não representam a solução para o gargalo na saúde pública e deu como exemplo a situação do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz.

“O Delphina Aziz foi entregue a uma OS que faz três cirurgias por dia numa estrutura daquelas. Aí mantém aquela enormidade de leitos. Vi claramente a intervenção do governo federal, através do Ministério da Saúde, que não conversou com o governo estadual. Conversou com o Conselho Federal de Enfermagem, com o Conselho Federal de Medicina e deram a decisão de transformar o Delphina Aziz num centro referência de tratamento do novo coronavírus sem falar com o governo do estado, que soube da decisão na mesma hora que nós estávamos sabendo”, lembrou.

Serafim ainda comentou a publicação no Diário Oficial no dia 2 de abril, que qualifica a OS do Instituto Brasileiro de Políticas Públicas (IBRAPP), sem fins lucrativos, em São Luiz do Maranhão, para firmar contrato de gestão setorial, junto ao estado, para administrar o Hospital 28 de Agosto.

“Aquilo que está ruim pode ficar pior. Esse caminho não é o melhor. Isso não deu certo em lugar nenhum, inclusive aqui”, alertou o deputado.

O deputado também comemorou o início do pagamento às cooperativas médicas por parte do governo do estado.

“Finalmente as empresas médicas vão ser pagas. Isso deveria ter sido feito em janeiro do ano passado, porque a instabilidade que se ficou de lá até aqui é muito grande. As empresas que trabalham com renais crônicos não têm mais fôlego”, concluiu.

Confira uma parte da estrutura da Beneficente Portuguesa que  Susam não tuliza por má vontade:  

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