Polícia Federal identifica esquema entre Petrobras, Petros, PT e empreiteiras

As empreiteiras OAS e a Odebrecht distribuíram propina de pelo menos R$ 68.295.866,00 ao PT e a ex-dirigentes da Petrobras e da Petros no esquema de corrupção ligado à construção da Torre Pituba, a sede da estatal na Bahia. O Ministério Público Federal aponta que os “valores históricos” representam quase 10% do valor da obra.

O crime motivou a Operação Sem Fundos, 56ª fase da Lava Jato deflagrada nesta sexta-feira, 23?11. A sede foi concebida, segundo a Procuradoria da República, no Paraná, por dirigentes da Petrobras e da Petros, para abrigar a sede da estatal em Salvador. O fundo de pensão teria se comprometido a realizar a obra e a Petrobras, a alugar o edifício por 30 anos (construção na modalidade “built to suit”).

O esquema

Entre os presos estão Valdemir Garreta, que trabalhou para o PT, e Marice Correa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do partido, João Vacari Neto. A PF também pediu a prisão do ex-presidente da Petros e dos Correios, Wagner Pinheiro Oliveira, e o empresário da OAS Mario Cesar Suarez.

Marice já chegou a estar presa durante uma semana em 2015, quando foi acusada de ocultar valores ilícitos de sua irmã, Giselda, irmã de Vaccari. Porém, a defesa afirmou que a mulher que apareciam nas imagens expostas pelo MPF era na verdade a própria Giselda. Com essa alegação ela acabou por ser liberada da prisão.

Segundo a acusação, os executivos da OAS pagaram de 7% a 9% do valor da obra como propina a dirigentes da Mendes Pinto que, por sua vez, repassaram a dirigentes da Petrobras e da Petros. A parte destinada ao PT foi entregue a Marice, indicada por Vaccari, ou encaminhada à sigla por meio de doações oficiais. Já Duque recebeu por meio de um contrato com a empresa D3TM.

Ao todo, devem ser cumpridos nesta sexta-feira 68 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia

 

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