Brasil para por falta de abastecimento

A política adotada pela Petrobras de agregar o preço do combustível com a variação do valor do barril de petróleo no mercado internacional como forma de cobrir o rombo na estatal provocado pelos governos Lula e Dilma, gerou o caos no transporte e, consequentemente, no abastecimento.

A greve dos caminhoneiros, que entra hoje no quarto dia, gerou aumento de preços dos alimentos e fez cair as ações da Petrobras em mais de 13%. O valor médio das hortaliças, por exemplo, aumentou cerca de 70%, segundo economistas. As montadoras estão dando férias coletivas e o transporte aéreo está com os dias contados. Mais de 50% dos preços dos combustíveis são relacionados a impostos.

Rejeição

O anúncio feito pela Petrobras de redução, por 15 dias, no preço do diesel nas refinarias, repercutiu negativamente no índice de ações da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa).

As ações preferenciais da Petrobras (mais negociadas e com preferência na distribuição de dividendos) apresentavam uma queda de 13,11% no início da tarde de hoje (24), provocando uma queda no Ibovespa de 1,76% por volta do 12h.

A queda nas ações da Petrobras está ligada ao temor dos operadores do mercado financeiro em interferências externas na definição da política de preços dos combustíveis pela estatal. O presidente da Petrobras, Pedro Parente, ao anunciar a redução de preço na noite de ontem (23) ressaltou que a medida, válida somente para o diesel, era de caráter excepcional, sem alterar a autonomia da estatal. A redução representa uma perda de R$ 350 milhões nas receitas previstas da Petrobras.

A decisão da Petrobras busca contribuir com uma possível trégua no movimento dos caminhoneiros, que estão parados contra o preço do combustível.

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