Alerj revoga prisões de Jorge Picciani e sua quadrilha

Esta sexta-feira (17 de novembro de 2017) poderia retroceder ao passado se na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) aparecesse o Flautista de Hamelin, como aconteceu em 26 de junho de 1284, segundo o conto folclórico dos Irmãos Grimm que narra acontecido na cidade de Hamelin, na Alemanha.

O conto descreve que um dia, chega à cidade um homem que reivindica ser um “caçador de ratos” dizendo ter a solução para o problema que afetava o lugar. Prometeram-lhe um bom pagamento em troca dos ratos – uma moeda pela cabeça de cada um. O homem aceitou o acordo, pegou uma flauta e hipnotizou os ratos, afogando-os no Rio Weser. Hoje, no Rio de Janeiro, o Flautista faltou e os ratos venceram.

Na tarde desta sexta-feira, os deputados estaduais revogaram as prisões dos colegas Jorge Picciani, presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), Paulo Melo – que também já presidiu a Casa – e Edson Albertassi, atual líder do governo. Os três deputados são do PMDB.

Em votação aberta, 39 deputados votaram por soltar os três colegas presos, seguindo o parecer aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, enquanto a manutenção das prisões recebeu 19 votos. Um deputado, Bruno Dauaire (PR), se absteve.

Além de libertar os três, o parecer da CCJ – transformado em projeto de resolução para ir a votação – também determina que Picciani, Albertassi e Melo voltem ao exercício do mandato.

Segundo a asssessoria da Alerj, a própria Casa vai notificar o delegado responsável pelo presídio em Benfica para efetuar a soltura de Jorge Picciani, Paulo Melo e Edson Albertassi.

Povo reage

A sessão foi marcada também pelo impasse em relação a tentativa de funcionários públicos de acompanharem a sessão das galerais da casa e pelo tumulto do lado de fora entre policiais e manifestantes.

Após decisão judicial da juíza Ana Cecilia Argueso Gomes de Almeida, da 6ª Vara de Fazenda Pública do Tribunal de Justiça, que atendeu a um pedido do MPRJ, manifestantes foram autorizados a acompanhar a sessão.

Só que, segundo a oficial de justiça teve dificuldades para ter acesso a Alerj. Do lado de fora, outros manifestantes tentaram forçar a entrada e foram reprimidos pela polícia.

Wagner Montes, que presidia a sessão, determinou que a oficial tivesse sua entrada liberada. Segundo o Muspe, a Alerj colocou alguns de seus funcionários nas galerias, e, quando foi liberado o acesso dos manifestantes, elas já estavam cheios.

Votaram pela soltura dos deputados:

Andre Correa (DEM)
André Ceciliano (PT)
André Lazaroni (PMDB)
Átila Nunes (PMDB)
Chiquinho da Mangueira (Podemos)
Christino Áureo (PSD)
Cidinha Campos (PDT)
Coronel Jairo (PMDB)
Daniele Guerreiro (PMDB)
Dica (Podemos)
Dionisio Lins (PP)
Fabio Silva (PMDB)
Fatinha (SDD)
Figueiredo (PROS)
Filipe Soares (DEM)
Geraldo Pudim (PMDB)
Gustavo Tutuca (PMDB)
Iranildo Campos (PSD)
Jair Bittencourt (PP)
Janio Mendes (PDT)
João Peixoto (PSDC)
Luiz Martins (PDT)
Marcelo Simão (PMDB)
Marcia Jeovani (DEM)
Marcio Canella (PSL)
Marcos Abrahão (PT do B)
Marcos Muller (PHS)
Marcus Vinicius (PTB)
Milton Rangel (DEM)
Nivaldo Mulim (PR)
Paulo Ramos (PSOL)
Pedro Augusto (PMDB)
Renato Cozzolino (PR)
Rosenverg Reis (PMDB)
Silas Bento (PSDB)
Thiago Pampolha (PDT)
Tio Carlos (SDD)
Zaqueu Teixeira (PDT)
Zito (PP)

Votaram pela manutenção das prisões:

Benedito Alves (PRB)
Carlos Macedo (PRB)
Carlos Minc (sem partido)
Osorio (PSDB)
Dr. Julianelli (Rede)
Eliomar Coelho (PSOL)
Enfermeira Rejane (PC do B)
Flávio Bolsonaro (PSC)
Flávio Serafini (PSOL)
Gilberto Palmares (PT)
Luiz Paulo (PSDB)
Marcelo Freixo (PSOL)
Marcio Pacheco (PSC)
Martha Rocha (PDT)
Samuel Malafaia (DEM)
Wagner Montes (PRB)
Waldeck Carneiro (PT)
Wanderson Nogueira (PSOL)
Zeidan (PT)

Ausentes:

Bebeto (SDD)
Comte Bitencourt (PPS – licenciado)
Dr. Deodalto (DEM)
Geraldo Moreira (PTN)
Lucinha (PSDB)
Tia Ju (PRB)
Zé Luiz Anchite (PP)

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