Olívia de Amores prepara lançamento do primeiro álbum

Por Daniel Corrêa

Um dos destaques da nova cena musical manauara, Olívia de Amores se prepara para lançar seu primeiro álbum e antecipa o projeto com “La Cancionera”, seu novo clipe e single, já disponível nas plataformas de streaming. A canção explora as raízes latinas da cultura amazônica e teve seu vídeo gravado durante um passeio de barco regional pelo Rio Negro.

“‘La Cancionera’, tanto a música quando o vídeo, tem influência latina forte. Esse trabalho evidencia que a cultura na Amazônia tem raiz indígena e ribeirinha. O indígena, por sua vez, não tem identidade unicamente brasileira: pertence a nações inseridas na Amazônia transnacional. Por isso, há muito da cultura colombiana e peruana no caboclo. Quando se fala em identidade amazônica, tão importante quanto reconhecer a brasilidade é reforçar a nossa identidade latina, que se expressa de forma essencial aqui”, avalia Olívia.

O clipe de “La Cancionera” foi gravado em um clima de descontração durante um dia de passeio de barco com amigos e família, no que ela denominou “Cruzeiro de Amores”. O registro, com um clima intimista, cria paralelos da cultura de Manaus com a diversão em outras regiões do país.

“O retrato do lazer do brasileiro é tipicamente dia de sol, praia e churrasco. A minha intenção principal foi mostrar para o Brasil que nós, povo do Norte e da Amazônia, temos particularidades que facilmente podem ser correlacionadas com hábitos de brasileiros em geral. Enquanto no Sudeste as pessoas vão para uma praia no litoral, aqui em Manaus pegamos um barco para ir a uma praia de rio; enquanto nas tardes de domingo se come churrasco, nos almoços das famílias amazonenses se come tambaqui assado. A estética em VHS mirou justamente a criação de um ambiente familiar, de espontaneidade e despretensão, como os vídeos caseiros da nossa infância em um passeio qualquer”, reflete Olívia.

A ser lançado em breve, “Não é Doce” terá produção musical de Bruno Prestes e masterização do americano Steve Fallone, que trabalhou com artistas como The Strokes, Arcade Fire, Interpol e Adele, entre outros. Com ele, Olívia coroa uma trajetória iniciada com a banda Anônimos Alhures e agora ampliada com uma carreira solo onde assume todas as suas facetas, de compositora, instrumentista, intérprete, roteirista e diretora.

O projeto será confessional, contando com a gerência criativa da artista em cada instrumento e videoclipe – todas as canções ganharão um, dirigido por ela. Já foram reveladas “Sankyu”, “Post-it”, “Plano baixo”, “Abisso” e “Segunda-feira”, inspiradas por paixões, saudades, perdas. Agora, “La Cancionera” soma a essas faixas, já disponível como clipe no YouTube e como single nas plataformas de streaming. Confira o clipe de ‘La cancionera’ na TV Roteiro e abaixo seguem alguns links de outros trabalhos da cantora:

Veja “Abisso”: https://youtu.be/QG7oXa3STEM

Veja “Post-It”: https://youtu.be/7eLtFfF8_k4

Veja “Plano Baixo”: https://youtu.be/z8zwx-HsT2w

Veja “Segunda-Feira”: https://youtu.be/VNnLxo2x_Pc

Veja “Sankyu”: https://youtu.be/Zwtxpe6yCps

           Crédito: Bruno Belchior                                                                                                 

Ficha técnica:

Letra e música: Olívia de Moraes

Arranjos instrumentais: Olívia de Moraes

Produção musical: Bruno Prestes

Mixagem: Bruno Prestes

Masterização: Steve Fallone

Direção e roteiro: Olívia de Moraes

Direção de fotografia: Giulia Aguiar Alves e Mário Hirotoshi

Produção: Giulia Aguiar Alves

Câmeras: Mário Hirotoshi e Giulia Aguiar Alves

Edição: Thiago Looney

Figurino: Bárbara Façanha e Studio 092

Cenário: Clara Nogueira

Agradecimentos: Dany Rosário, Amazon Eco Hostel, Lucas Bastos, Rafael Borges, João Vitor Girão, Linda Gláucia de Moraes

Letra: ‘La Cancionera’

É, eu sei, você nunca foi bom em se permitir sentir

e até eu entendia bem

Mas me ver jogada pelo chão

Catando migalhas de afeto

Não era certo, não

Pra me ver te buscar a qualquer custo

Não, não era justo, não

Agora você vai e faz o que quiser

Com outra mulher.

É, eu vi você cruzar os braços e assistir

a maré do acaso conduzir ao fim

Mas me ver jogada pelo chão

pra tentar te suprir, pra tentar adiar

pra não te odiar…

Pra me ver te buscar a qualquer custo

Não, não era justo, não

Agora você vai e faz o que quiser

Com outra mulher.

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