Instituto Ajuri prepara Festival Afro-Amazônico Virtual

Por Eldiney Alcântara

No dia 10 de julho, data da abolição da escravatura no Amazonas, o Instituto Cultural Ajuri, INCA, realiza o Festival Afro-Amazônico Virtual. Uma Live-Show Solidária que receberá artistas, mestres populares, indígenas, quilombolas, intelectuais e lideranças como convidados.


O Festival Afro-Amazônico Virtual é uma adaptação do projeto iniciado em 2019 e que nesta edição ganha um novo formato, devido a pandemia do novo coronavírus. Através de uma live, o INCA vai transmitir pelas redes sociais um show com atrações musicais, danças, poesias e diálogos para a promoção da identidade cultural afro-amazônica.

O evento acontece partir das 18h, direto do hall da Universidade Federal do Amazonas, Ufam/Parintins. Na oportunidade os internautas poderão fazer doações, destinadas a campanha Amazônia Contra o Covid, idealizada por professores dessa instituição de ensino superior.

O repertório musical terá toada, carimbó, samba e cantos indígenas, em show que contará com mais de 15 atrações como Djuena Tikuna, Wilson Chaves, Israel Paulain, Mestre Silvan Galvão, Márcia Novo, entre outros. Grupos culturais como o Arraial do Pavulagem (Pará), Boi de Morro (Maranhão), além dos Bois Garantido e Caprichoso  de Parintins farão parte da live, comandada por músicos do  Grupo Ajuri.

Data Simbólica

O gestor e produtor cultural do INCA, Marcos Moura, destaca que o Festival acontece numa data significativa para o movimento negro. No dia 10 de julho de 1884 o Amazonas aboliu oficialmente a escravidão, quatro anos antes do território nacional. Portanto, a data é simbólica e se reflete a ideologia do INCA e a proposta do evento.

Porém, Marcos destaca que muitos obstáculos políticos, sociais e culturais ainda precisam ser vencidos. “Uma coisa é o que está no papel como Lei e a outra coisa é a realidade, muito mais dura para negros e indígenas . Na verdade temos muitos desafios a superar, um dos principais é o racismo estrutural que se manifesta no preconceito, na intolerância religiosa, na violência policial, no machismo. Para esse enfrentamento, nada melhor do que mobilizar a solidariedade e sonho de liberdade dos artistas da Amazônia. Somos a voz que nos defende”, critica.

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