Como é feita a correção do Enem e dicas para melhorar o desempenho

Por Rosalvo Reis

Mais de 5,1 milhões de estudantes estão inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) que começa neste domingo (3) em mais de 1,7 mil municípios brasileiros.


No Enem, não há um valor fixo para cada questão. A pontuação varia conforme o percentual de acertos e erros naquele item entre os participantes e, também, de acordo com o desempenho de cada estudante na própria prova. A correção segue o que determina a teoria de resposta ao item (TRI).

Entenda o modelo

A TRI leva três aspectos em consideração: o conhecimento do candidato; o nível da questão em si, se é fácil, médio ou difícil e, a aleatoriedade, ou seja, o chute.

Se a questão tiver um grande número de acertos entre os candidatos, ela será considerada fácil e, por essa razão, valerá menos pontos. Por outro lado, o estudante que acertar um item com alto índice de erros, poderá ganhar mais pontos por ele.

O sistema de correção permite ainda detectar chutes, pois avalia o comportamento de cada candidato na prova. A TRI pressupõe que um candidato com um certo nível de proficiência tende a acertar os itens de nível de dificuldade menor que o de sua proficiência e errar aqueles com nível de dificuldade maior. É comum dois participantes acertarem o mesmo número de itens, mas terem médias finais diferentes no Enem.

Na TRI é importante, portanto, que o estudante resolva as questões fáceis, pois, parecerá ao sistema que ele está chutando se acertar apenas questões difíceis. Se errar as fáceis e acertar as difíceis, a nota é menor.

Dica

No tipo de prova do Enem, mesmo não sabendo a resposta, uma boa leitura do enunciado e das alternativas, no mínimo, vai ajudar a eliminar duas alternativas e a chance de acerto será maior. Mesmo o chute, precisa ser baseado na lógica.

A TRI é usada na correção de todas as provas, com exceção da redação. Ao todo, os estudantes responderão a 45 questões de múltipla escolha em cada uma delas.

Maratona

O Enem engloba as matérias do ensino médio, todas elas – Química, Geografia, Português, História, Física, Biologia, Matemática, etc.) estão agrupadas em quatro áreas do conhecimento: Matemática,
Ciências da Natureza, Ciências Humanas e Linguagens e Códigos.

Cada uma dessas áreas tem 45 questões de assinalar, o que totaliza 180 questões. É uma verdadeira maratona, mas o exame é aplicado em dois dias, o que dá um certo descanso.

São duas áreas de conhecimento por dia de aplicação do Enem.

Se o candidato dividir 180 questões por 5 – número de alternativas por questões -, obtém como resultado 36. Isso significa que, em média, 36 serão alternativas (a), 36 (b) e, assim, consequentemente. Se ocorrer um aumento ou diminuição de determinada alternativa, ele será mínimo. Por dia de prova, serão em torno de 18 questões certas por alternativa. O modelo é para evitar a concentração de acertos em determinadas alternativas.

Como é a redação do Enem?

A redação é uma parte super importante do Enem por alguns motivos:

Ela vale até 1.000 pontos, o que pode render uma grande pontuação na média geral.

Além disso, é o primeiro critério de desempate nos processos seletivos unificados que usam a nota do exame como critério de classificação.

Quem zerar a redação não pode participar de processos seletivos como: ProUni, Sisu, etc.

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