Retorno irresponsável

Quem o Governo do Amazonas quer enganar?

Por que a pressa do retorno às aulas dos ensinos fundamental?

Quantas pessoas podem ser contaminadas pelo novo coronavírus com uma decisão irresponsável de um governo recheado de pessoas descompromissadas com as vidas de alunos e professores?

Desde a manhã desta terça-feira (28), um filme passou em minha cabeça. Em 40 anos no exercício do magistério percebi que a aprendizagem não tem relação com a carga horária. Em cursos preparatórios para vestibulares, por exemplo, em seis meses treina-se o aluno com todo o conteúdo do ensino médio. É claro que o professor tem como aliado a base adquirida pelo aluno e a motivação para conseguir um bom resultado.

Desde o início das aulas on-line ficou claro que a política adotada estava completamente errada. Conteúdos do ensino médio foram ministrados para alunos da  9ª série., por exemplo. Colocaram professores, alguns deles inexperientes, para transmitir conteúdos sem a adoção de didática eficiente.

Tudo isso descambou para uma atitude irresponsável do Governo do Estado. O retorno as aulas, por certo, vai expor ao perigo estudantes e professores, principalmente no ensino fundamental.

Como um professor vai controlar as crianças? O caso se agrava quando se trata dos ensinos fundamental I e II. Como vão tratar a questão da Educação Física? Vai ter aula prática? Nada disso foi pensado. Estão conduzindo alunos e professores para um ‘campo de concentração’.

A ideia do retorno intempestivo só pode ter partido de pessoas que vivem em gabinetes e que não se preocupam com a vida dos outros. Se fossem minimamente inteligentes, saberiam que dezenas de pessoas vão morrer se insistirem com essa proposta absurda.

Vamos analisar uma situação: uma criança vai para a aula na segunda-feira, retorna para casa e, no ambiente familiar, é contaminada. Na quarta-feira volta à escola. Além da possibilidade de transmitir o vírus para um colega, pode também contaminar o professor. E, daí, o processo cresce exponencialmente.

E como fica a situação do professor que tem na família pessoas do grupo de risco? Pensaram nisso? Conhecendo os burocratas, duvido que consigam pensar.

O que seria viável?

Somente os alunos do ensino médio deveriam retornar às aulas de forma escalonada. Alunos desse nível já entendem a gravidade da doença e podem manter o distanciamento seguro. O retorno de estudantes do ensino fundamental deveria ocorrer apenas em 2021.

Para que o aluno do ensino fundamental não perca o ano, os professores deveriam passar atividades e, durante o horário das aulas e disponíveis para tirar dúvidas on-line.

Só assim é possível diminuir o número de pessoas infectadas.

Tenha um pouco de responsabilidade senhor governador. Caso contrário será reconhecidamente genocida.

 

 


Rosalvo Reis

Rosalvo Reis

Editor do Portal Roteiro de Notícias

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