O projeto contra as redes sociais

O PL 2630/2020, segundo o seu autor, o “nobre” senador Alessandro Vieira (CIDADANIA/SE) tem o objetivo de ‘colocar freio nas redes sociais’. Entretanto, todavia, contudo o único objetivo do PL á a espionagem.

O projeto, na realidade, pleiteia acesso às informações sigilosas dos usuários das redes sociais, desde uma simples troca de nudes entre um casal de namorados até grupos específicos de profissionais (médicos, juristas, empresários,etc, etc e etc). O controle será absoluto sobre a vida dos brasileiros.

Durante duas décadas, facebook, twitter, google, whatsApp e instagram vêm montando uma gigantesca base de dados de seus usuários. Juntas, essas redes possuem mais informações que qualquer serviço secreto do mundo. Mossad, FBI, Stasi e tantos outros ficam no “chinelo” quanto se trata do controle da vida das pessoas.

Informação é o que dá vida as empresas na era da tecnologia, gera competitividade e, portanto, é um diferencial de mercado, para as corretas tomadas de decisão. Aliás, a tecnologia só existe por causa da informação. Esses ‘bancos gigantes de dados’ são simplesmente os ativos mais valiosos dessas empresas.

Neste contexto, surge o senador Alessandro Vieira e o também “nobre” senador David Alcolumbre à procura de um ‘atalho’ para ter acesso a essas informações privadas.

A argumentação usada pelos defensores do tal projeto é que existem milícias virtuais que se aproveitam do anonimato para atacar políticos e “autoridades”. O senador de Sergipe sabe que milícias existem nas policias, no Congresso e em outros segmentos que nem vale à pena citar. Criminosos sempre existiram.

E leis para punir essas ‘milícias’ já existem em nosso ordenamento jurídico, tanto no meio ‘real’ quanto no meio ‘virtual.’ Quando alguém é atacado (ou ameaçado) virtualmente, basta ingressar com uma ação na justiça e o magistrado poderá requerer a quebra do IP e identificar o autor para uma futura punição.

O autor do projeto, em nome do ‘combate às fake news’ poderá sofrer um processo bilionário por parte de Mark Zuckerberg, Jack Dorsey (twitter) ou Larry Page (Google)
Esses ‘caras’ trabalharam anos e anos para montar as maiores bases de dados do mundo, que são ativos privados … acha mesmo que eles irão abrir seus arquivos para o Congresso do Brasil? O senador está “viajando na maionese”.

Quanta ignorância!!!


Rosalvo Reis

Rosalvo Reis

Editor do Portal Roteiro de Notícias

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