Os ‘filósofos’ do genocídio

Desde a época que cursava o científico no Colégio Estadual, tenho o hábito de estudar e refletir durante a madrugada. E, nessa procura de conhecimento, numa época em que todos têm conceitos críticos, opiniões sobre tudo, me assusta o crédito que dão aos discursos políticos e a violência que cometem contra os métodos científicos.

Nas reflexões, começo a questionar a Epistemologia. O termo, usado pela primeira vez pelo filósofo escocês James Frederick Ferrier, é composto das palavas “episteme” e “logos”. Episteme significa “conhecimento” e Logos significa “palavra”, embora seja usado no sentido de “estudo” ou “ciência”. Entretanto, prefiro acompanhar a interpretação do filósofo Jonathan Dancy. Este expandiu o conceito, defendendo que a epistemologia trata de “posturas cognitivas”, o que incluiria tanto nossas crenças, em sentido amplo, quanto aquilo que pensamos ser conhecimento. Nesta análise, um dos propósitos da epistemologia seria verificar se agimos de modo responsável ou irresponsável ao formar e manter as crenças que temos.

Neste contexto, entendo que o discurso, principalmente o ideológico é irresponsável porque usa as crenças da população para torná-la obediente.

O método científico é racional! Exige observação, exaustiva expermentação, matemátização e a elaboração de uma lei universal. Na filosofia, esses critérios não podem ser aplicados pois trabalham com grupos e, não, com o todo. Então, uma “verdade” sobre um grupo, não serve, necessariamente, para outro. Logo, se não é universal, não é ciência.

É irritante observar radialistas e jornalistas assumindo o papel de “Deus”. Sabem tudo, criticam tudo, mesmo sem qualquer base científica. Não dominam as operações elementares da matemática e, consequentemente, de química, farmácia e física. $ão leigo$, ma$ utilizam sua$ crença$ para manipularem a população. E ainda tem gente que acredita nele$.

No caso específico do Amazonas, a manipulação custou caro. Vários governadores e “empresários” do Estado saquearam a Secretaria de Saúde, mas quem tem o poder de informar os crimes, ficou calado. Se formos criteriosos, todos os envolvidos, desde os governantes e os “$ilencio$o$” são genocidas. Sabiam da corrupção, mas calaram. Foram cúmplices. Alguns, continuam sendo. Será que dormem tranquilos?

Chego a conclusão que temos que desconfiar de tudo e de todos. Só assim podemos ser isentos em nossas observações.

Atualmente, se pagarem mais, o jornalista pode escrever ou comentar até as verdades.


Rosalvo Reis

Rosalvo Reis

Editor do Portal Roteiro de Notícias

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