O jornalismo do ‘absurdo’

Minha visão política é, originalmente, aristotélica. Entendo que política é a capacidade de conviver com os contrários, mesmo desejando que eles não existissem. Não tenho, e nunca tive, a pretensão de conceituar o certo e o errado.

Muitas vezes o que acho errado, pode ser certo para outra pessoa. A leitura, o conhecimento, a experiência e a capacidade de pensar em todas as vertentes, podem gerar vantagens numa disputa de ideias. Entretanto, estamos vivendo num momento de “escuridão” onde todos acham que têm razão.

No Brasil, jornalistas querem ensinar a governar. Então, assim, abrem espaços para governantes os ensinem a  ser éticos. Quando o jornalista rotula um político de machista, homofóbico, fascista e muitos outros adjetivos, estão, segundo o pensamento filosófico, se olhando no espelho, observando uma imagem virtual, direita e enantiomorfa.

Fico refletindo uma frase que ouvi de uma ex-aluna sobre o presidente Jair Bolsonaro. “Eu o perdoo porque ele não sabe o que faz. Ele é louco”, disse ela. Então, apenas sorri, pensando que ela é tão frágil intelectualmente, pois não percebe que o perdão é uma característica de pessoas que se colocam acima das outras. Teria ela o dom divino do perdão? Ou seria uma mortal que se especializou em Psiquiatrua?

Quando uma pessoa diz que perdoa, ela está menosprezando a outra. Está dizendo que é superior. É interessante como palavras e gestos mostram o verdadeiro “eu”. A pessoa se transforma em Sofia.

Tenho observado jornalistas daqui e de acolá tentando mostrar que conhecem tudo, até direito canônico. Conhecem tudo de ciência e não entendem uma simples reações químicas. Não sabem que o aumento do Potencial Hidrogeniônico (PH) nos lissossomos – organelas presentes no citoplasma da grande maioria das células eucariontes -, de 4 para 6, pode evitar o Covid-19. A questão é conseguir uma dosagem exata de cloroquina e aplicar até o 4º dia de contágio para impedir o comprometimento dos pulmões. É claro, que esta informação obtive com pesquisadores-doutores, alguns deles do Instituto Militar de Engenharia (IME).

Mas, voltando ao jornalismo, entendo que a função de informar foi deixada de lado e adotaram como padrão, os comentários. Por este motivo, o jornalismo passa por uma crise sem precedentes de credibilidade. Falta ética, sobra empáfia!


Rosalvo Reis

Rosalvo Reis

Editor do Portal Roteiro de Notícias

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