Por que o lifelong learning é importante acima dos 50?

No mundo corporativo, de vez em quando, cria-se uma expressão em inglês e precisamos ir além do idioma para entender o conceito! Nesse caso, de fácil tradução, a expressão traduzida para a nossa língua significa educação continuada, algo que nos anos recentes tem ecoado quase como um mantra e não é novidade! O importante é compreender que o termo se refere a estar sempre preparado e que não se trata apenas de conhecimento técnico, mas embasa-se na automotivação, o que envolve não somente aspectos profissionais, mas pode representar uma mudança de comportamento no indivíduo. Atualmente, é praticamente impossível achar que um único curso universitário será suficiente para toda uma carreira profissional! Mas, e lá na frente, depois dos 50 anos, vale a pena apostar no lifelong learning?

50: com gás mas sem vontade

Bem, nessa fase da vida, o profissional já passou por muitas e boas. Viveu os áureos tempos em que uma graduação ou um cargo público, por exemplo, era sinônimo de estabilidade e a carreira era só uma questão de tempo! Vinte, vinte e cinco anos, trinta anos depois vinha a aposentadoria gorda e recheada e ponto final. Esse oásis ficou no passado!

Os cinquentões de hoje têm muito gás e energia pra queimar, estão no auge da inteligência e precisam trabalhar. Nesse mercado de trabalho altamente competitivo em que as empresas estão dando seu jeito para sobreviver, o emprego sumiu e a qualificação técnica e emocional é vital para os negócios!

Mas, é difícil voltar a estudar! Concepções enraizadas, verdades absolutas, preconceitos escondidos no bolso, modo de vida concretizado, aprender depois dos 50 anos nem sempre é uma escolha confortável! E é exatamente aí que o lifelong learning pode dar uma guinada na carreira e na vida!

O aprendizado contínuo

De acordo com a organização Lifelong Learning Council Queensland (LLCQ), o aprendizado contínuo é baseado em 4 pilares, que são 01-) Aprender a conhecer – retendo o conhecimento o profissional tem prazer pelo assunto e exercita a memória; 02-) Aprender a fazer – Trazer para a prática o que aprendeu exercita o aprendizado; 03-) Aprender a conviver – relacionar-se é fundamental para o aprendizado, que envolve lidar com adversidades, compreender as diferentes percepções e resolver conflitos; e 04-) Aprender a ser – ter autonomia para novos estudos e romper barreiras são estímulos para o autoconhecimento.

E se você está na turma dos cinquentões, talvez o lifelong learning seja uma oportunidade de ser disruptivo, avaliar seu papel na sociedade, elevar a autoestima e mesmo aprender coisas de uma forma mais prazerosa e que ajude num novo posicionamento na carreira. Afinal, nunca é cedo ou tarde para aprender!


Cristina Monte

Cristina Monte

Jornalista, especialista em Comunicação Empresarial (Cásper Líbero), Responsabilidade Social (FUCAPI) e em Divulgação Científica em Saúde na Amazônia (FIOCRUZ-AM). Além disso, Cristina é graduada em História pela UFAM

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