Tempo é dinheiro?!

Atribui-se a Benjamin Franklin a famosa frase “remember that time is money”, porém não foi só o intelectual que ao longo dos séculos investiu seu tempo para analisar a importância do tempo, mas o foco aqui é instigar a nossa reflexão para essa máxima do capitalismo, pavimentada na eficiência máxima e na alta produtividade, tão importantes no processo fabril! Mas, qual é o valor do tempo? Como aproveitar da melhor maneira essa grandeza física indissociável e inerente à vida? A percepção dele – do tempo – é algo intrínseco, uma experiência única, mesmo que todas as criaturas experimentem essa mesma sensação e preencham a vida com os fatos particulares e individuais, sua representatividade e seu valor são singulares. Também podemos dizer que um minuto do tempo não é nada, porém, dependendo da situação, pode representar anos!

De igual pra igual

E mesmo num tempo – como o de agora – tão sintonizado com a produção, com resultados, seria pra mim até leviano agregar no mesmo patamar o tempo e o dinheiro como objetivo principal de realização ou mesmo de felicidade! Afinal, não somos felizes só quando ganhamos dinheiro, somos? E o tempo tai até seu fim e já aprendemos que momentos felizes estão muito mais ligados ao bem-estar íntimo do que ao quanto temos na carteira ou no banco.

A pandemia do novo Coronavírus tem nos mostrado o primordial, o importante e o desnecessário com uma clareza de percepção que dispensa grandes filosofias, explicações ou detalhamentos!

O tempo voa

O tempo costuma passar rápido demais. A quantidade de ações que temos para desenvolver parece nunca estar alinhada à quantidade de tempo que essas atividades precisariam, ou seja, sobram coisas pra fazer, enquanto o tempo já nos deu as costas! E como administrar o tempo?

Uma professora e pesquisadora de Harvard, Ashley Whillans, desenvolveu uma estratégia bem simples, muito mais que essa minha introdução, para ajudar aos que querem ter mais tempo! O assunto foi tratado no portal da revista Exame e achei interessante trazê-lo pra você! A professora criou os “dólares da felicidade”, uma forma de compatibilizar dinheiro e felicidade, desde que o tempo seja bem empreendido.

Por mais tempo

De acordo com o estudo da pesquisadora, 80% dos americanos sofrem com a falta de tempo, mas o que despertou a atenção da estudiosa foi descobrir o segredo dos outros 20% da população! Assim, ela concluiu que desfrutar momentos com a família ou amigos e realizar trabalho voluntário proporcionavam muito mais satisfação do que uma promoção ou aumento de salário! Foi nessa altura do estudo que Whillans se perguntou: “Dinheiro compra felicidade?” A resposta é um sonoro não, porém, a professora sabe que a grana faz parte da equação para equilibrar rotina e ser mais feliz!

Então, ela criou os dólares da felicidade, de modo que façamos escolhas mais eficientes e tiremos melhor proveito do tempo! A pesquisadora estabeleceu um valor a cada atividade, baseando-se em hábitos que chama de “ricos em tempo”. Olha só, pra ela priorizar tempo sobre dinheiro, custaria US$ 2.200; tirar férias, US$ 4.000; 30 minutos por dia socializando ativamente, US$ 3.600; e assim sucessivamente com várias outras possibilidades que, no total, somariam até US$ 36.000. Uma forma objetiva de pensarmos no tempo e no dinheiro equilibradamente! O cuidado é trabalhar o suficiente pra não ficar no prejuízo, ou pior, ter um gasto emocional maior que o financeiro!


Cristina Monte

Cristina Monte

Jornalista, especialista em Comunicação Empresarial (Cásper Líbero), Responsabilidade Social (FUCAPI) e em Divulgação Científica em Saúde na Amazônia (FIOCRUZ-AM). Além disso, Cristina é graduada em História pela UFAM

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