Responsabilidade Socioambiental não é papo!

Você sabia que metade do Produto Interno Bruto (PIB) mundial depende da natureza e da biodiversidade? Eu não sabia, e essa afirmação, do Relatório The New Nature Economy Report, me fez pensar como estamos cada vez mais refém do capital. Então me pergunto como estamos construindo (ou destruindo) o nosso planeta?! E essa análise – mesmo que superficial – inclui cerca de oito bilhões de seres humanos utilizando diariamente os recursos naturais da Terra, parece bem razoável que o mundo possa entrar em colapso a qualquer momento!

A responsabilidade das empresas

Mas, voltando um pouco pro passado, lá pelos idos da década de 90 surgiu nas corporações o setor de Responsabilidade Socioambiental, justamente como uma estratégia dos head das empresas para minimizar os impactos causados pelo uso inadequado dos recursos naturais, dar transparência às relações com os stakeholders e estimular a ética nos negócios!

Ajudaram – também para essa ponta de conscientização – alguns desastres ambientais que se tornaram verdadeiros escândalos e colocaram as indústrias em saia justa. Daí virou moda os tais “Manuais de Responsabilidade Socioambiental” e o aspecto de coletividade parecia ultrapassar os muros dos escritórios e das indústrias. Será que avançamos muito de lá pra cá?

Recursos naturais e financeiros

Os recursos naturais estão intimamente ligados às atividades econômicas e, que, portanto, geram lucro nesse capitalismo cada vez mais selvagem, e como a gente já sabe: nessa selva de pedra quem manda é a grana! Porém, apesar disso as mudanças climáticas, por exemplo, têm deixado os governantes de cabelos em pé, o que tem feito a situação mudar, pois a gente tá sentindo na pele o desequilíbrio do planeta! Os próprios governos mundiais estão se despertando para a importância da preservação ambiental, vejamos as discussões no Fórum Econômico de Davos, em que o meio ambiente foi a estrela central.

De olhos abertos

É claro que os investidores buscam por negócios rentáveis, mas – atrelado a isso – querem colocar os recursos em empresas sérias e comprometidas com a questão ambiental. Uma nova geração – muito mais consciente e antenada – vem consumindo menos e com mais sabedoria! Esse pessoal fala de “consumo sustentável”, reciclagem, leem rótulos com maestria e se recusa a comprar produtos que causem impactos ambientais. É uma nova visão do mercado!

É preciso que as empresas repensem muito bem suas ações de Responsabilidade Socioambiental e se questionem sobre o preço que o meio ambiente está pagando em detrimento dos seus lucros! Sem meio ambiente, sem indústria. Chega de Brumadinho!


Cristina Monte

Cristina Monte

Jornalista, especialista em Comunicação Empresarial (Cásper Líbero), Responsabilidade Social (FUCAPI) e em Divulgação Científica em Saúde na Amazônia (FIOCRUZ-AM). Além disso, Cristina é graduada em História pela UFAM

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