Disputa judicial termina com dois baleados em funerária

Manaus (AM) – Na noite de segunda-feira (20), a empresária Jurema Franciele Martins, 34, e seu funcionário, Patrick Ferreira, foram baleados em frente a Funerária situada na Rua Major Gabriel, Centro de Manaus durante o cumprimento de um mandado judicial.

De acordo com informações repassadas por testemunhas, o autor dos disparos seria um policial militar da reserva, que é ex-sócio de Jurema.

A mulher foi socorrida e levada ao Hospital Santa Júlia, zona Sul de Manaus e Patrick foi internado no Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, zona Centro-Sul de Manaus.

A Polícia Civil investiga as motivações dos disparos. Mas segundo o relato de testemunhas, Jurema e o policial reformado se desentenderam após uma briga relacionada à propriedade de um veículo da Funerária.

O veículo em questão pertenceria à Jurema, mas estava em posse do militar reformado que não queria devolver. Após um oficial de Justiça determinar ao ex-PM que devolvesse o veículo à Jurema, houve uma briga e os disparos.

O caso foi registrado pelo 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP). Jurema e Patrick continuam internados e seguem recebendo atendimento médico.

                                                                                                     NOTA DE ESCLARECIMENTO

Sobre o episódio de duas tentativas de homicídio em uma funerária, localizada na Avenida Major Gabriel, bairro Praça 14 de Janeiro, na zona Sul de Manaus, a defesa da empresária baleada, esclarece que a vítima esteve no local, por volta das 17h30, juntamente com um oficial de justiça e dois funcionários para cumprir um mandado de busca e apreensão (nº 00120210315955) sobre um veículo, modelo Nissan Pathfinder SE25, alvo de disputa judicial de divisão de bens provenientes de uma sociedade.

Vítima e autor mantinham sociedade em uma empresa de serviços funerários. A empresária explica que o carro pertence à ela, mas estava em posse do sócio. Após negativa dele de entregar o veículo, a vítima decidiu reaver o bem por meio da Justiça. O processo impetrado pela empresária, no dia 01 de outubro de 2018, sob o número 0645610-24.2018.8.04.0001, tramita na 15ª Vara Cível.

Conforme o advogado de defesa da empresária, Dr. Marcelo Amil, a empresária telefonou para o autor assim que chegou à funerária e, de forma cordial, avisou sobre o cumprimento do mandado.  Mesmo com a abordagem amistosa, ele se negou novamente a entregar o veículo e agiu com aspereza e grosseria.

“A minha cliente foi vítima de tentativa de homicídio quando ela tentou acompanhar o cumprimento de uma ordem judicial de busca e apreensão de um veículo. Uma ordem expedida legitimamente e cumprida por Oficial de Justiça. O oficial de Justiça decidiu sair do local por não se sentir seguro e informou que voltaria nesta terça-feira, com apoio policial, para cumprir a decisão judicial. A minha cliente permaneceu nas proximidades da funerária fazendo algumas ligações e verificando como seria a ação hoje. Ela chegou a ser ameaçada de morte pela companheira do autor dos tiros. Minutos depois, ele saiu de um carro preto e já foi atirando na direção da empresária e dos seus funcionários, numa clara tentativa de homicídio. Ele tentou matar a sócia e o funcionário dela, mas graças a Deus os ferimentos não foram fatais. Nós já iniciamos todos os procedimentos policiais e judiciais, tanto para instauração de inquérito, e vamos fazer as devidas representações ao Ministério Público e acompanhar para que ele seja levado ao Tribunal do Júri, respondendo ao duplo homicídio tentado”, destacou o advogado.

A empresária foi baleada na coxa esquerda e um dos funcionários foi atingido no braço e no peito. As duas vítimas foram levadas por pessoas que passavam pelo local para unidades de saúde distintas. O funcionário foi operado e segue em avaliação médica no Hospital 28 de Agosto. Já a empresária continua com a bala alojada no corpo aguardando a cirurgia para remoção do projétil.

A defesa esclarece que a ação seguiu todos os critérios judiciais e que, em nenhum momento, houve ataque ao autor. O caso foi registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), sob o Boletim de Ocorrência nº 19461/2021. Na manhã desta terça-feira (20), a Juíza de Direito da 15ª Vara Cível e de Acidentes do Trabalho, Ida Maria Costa de Andrade, determinou que o caso seja acompanhado pela Central de Mandados e pela Corregedoria Geral da Justiça.

 

 

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