Amazonas chega à fase roxa, a mais crítica da Covid-19

O avanço da Covid-19 no Amazonas surpreende até os profissionais de saúde. O número de internações diárias nos hospitais de Manaus por é o maior desde o início da pandemia. O Amazonas passou da fase vermelha para a fase roxa, o mais grave da pandemia.

O Governo do Amazonas mantém em execução ao Plano de Contingência para o Recrudescimento da Covid-19, que já soma a oferta de mais 409 leitos só nos últimos dez dias, e vai discutir com representantes do comércio e serviços a adoção de medidas para reduzir o impacto da crise econômica provocada pela pandemia, que exige a adoção de medidas restritivas para conter o avanço do novo coronavírus.

Morrendo em casa

Durante uma transmissão pelas redes sociais nesta segunda-feira (4), a presidente da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), Rosemary Costa Pinto, chamou atenção para o número de sepultamentos de pessoas que faleceram em casa. Muitas eram portadoras de doenças crônicas que estavam com receio de buscar atendimento na rede pública por causa da Covid-19.

“É necessário que, quem tenha hipertensão, diabetes, cardiopatia ou algum tipo de câncer, que não parem de fazer seus tratamentos e acompanhamento médico. O quadro de pessoas com doenças crônicas agrava muito com a Covid”, salientou.

A presidente da FVS lembrou que o paciente não deve esperar o quadro agravar para procurar a rede de saúde.

“Se começou a apresentar sintomas gripais, procure a unidade básica de saúde mais próxima da sua residência. Se apresentar febre ou dificuldade para respirar, procura o pronto socorro, SPA ou UPA mais próxima”.

Cuidados básicos, como o uso de máscara e distanciamento, servem também para prevenir o contágio por outros vírus respiratórios comuns nesta época do ano, como os rinovírus e o H1N1.

Antecipação

O Governo do Estado tem se antecipado para abrir novos leitos exclusivos para pacientes Covid-19. Em dez dias, disponibilizou mais 409 leitos, em cinco unidades de saúde, para atendimento de pacientes com a Covid-19. A Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM) coordenou uma grande força-tarefa e conseguiu aumentar 90 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e 319 leitos clínicos, em pouco mais de uma semana.

A ampliação da rede contou com leitos em unidades como o Hospital e Pronto-Socorro (HPS) 28 de Agosto, Platão Araújo, Delphina Aziz, Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), Fundação Centro de Controle de Oncologia do Amazonas (FCecon) e Hospital Beneficente Português.

O resultado superou em 40% a meta de ampliação de vagas de UTI prevista na terceira fase do Plano de Contingência para o Recrudescimento da Covid-19, que inicialmente era de 64 novos leitos de terapia intensiva para Covid, em hospitais e prontos-socorros da rede estadual, mas já alcançou 90 UTIs.

Esforço

Nos últimos 10 dias, o hospital 28 de Agosto já havia aumentado de 12 para 40 o número de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A unidade também já conta com 119 leitos clínicos, conforme a última atualização da SES-AM, registrada no sábado (02/01)

O Hospital Delphina Aziz chegou à marca, pela primeira vez desde a inauguração da unidade, de 384 leitos hospitalares. A unidade colocou em funcionamento mais dez leitos de UTI, chegando a 150 leitos desse tipo e mais 234 leitos clínicos. No HUGV, já são 56 leitos, sendo 24 de UTIs para pacientes com Covid-19.

Foram abertos, nos últimos dias, 23 leitos na Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado (FCecon) e também estão previstos mais leitos no HPS Platão Araújo, na Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD) e Instituto da Mulher Dona Lindu, estes dois últimos para atender pacientes com o perfil das unidades.

 

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