Morre, em Niterói, Severiano Mário Porto

O idealizador do estádio Vivaldo Lima, do Campus da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da sede da Suframa, arquiteto Severiano Mário Porto, 90 anos,, morreu nesta quinta-feira (10), em Niterói, estado do Rio de Janeiro, onde residia desde o final da década de 90. A Assembleia Legislativa do Amazonas emitiu nota de pesar ressaltando a importância do arquiteto para a cultura do estado. Conhecido como o “arquiteto da floresta”, Severiano Porto é mais uma vítima da Covi-19. A morte ocorreu às 11 horas de hoje. O sepultamento ocorrerá no cemitério Parque da Colina, em Niterói, em 11/12, às 13 h.

Mineiro de Uberlândia, Severiano desenvolveu muitos projetos no Amazonas entre eles:  o Estádio Vivaldo Lima, 1965, e o emblemático restaurante Chapéu de Palha, de 1967,  ambos já demolidos. Em 2016, com envolvimento do CAU/AM, diversas de suas obras foram tombadas, por seu interesse arquitetônico, histórico e cultura. Entre elas, está o Fórum Henoch Reis, o Tribunal Regional Eleitoral (TRE-AM), a Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a Sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA) e mais de 20 outras importantes obras.

Depois de premiado na Bienal Internacional de Arquitetura de Buenos Aires, em 1985, ele alcançou renome internacional, o que é confirmado em 1987, quando é homenageado como o homem do ano pela revista francesa “L’Architecture d’Aujourd’hui”.

Em Manaus, Severiano também exerceu a função de professor de arquitetura e urbanismo na Faculdade de Tecnologia da Universidade do Amazonas, de 1972 a 1998. Depois de 36 anos vivendo em Manaus, o arquiteto retorna ao Rio de Janeiro, e transfere o escritório para Niterói, onde passou a morar. Em 2003 recebe o título professor honoris causa da Universidade Federal do Rio de Janeiro – URFJ.

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