População de Carauari vai às ruas e vereadores exigem  providências à Amazonas Energia

Manaus (AM) – Interrupções mal programadas e “apagões” diários de energia elétrica instalaram o caos e praticamente estão paralisando todas as atividades da cidade de Carauari, situada no Alto Juruá. A situação piorou a tal ponto que, no último domingo (2), dezenas de moradores foram às ruas e protestaram em frente à sede da empresa Amazonas Energia, exigindo providências contra o caos na cidade habitada por pouco mais de 24 mil pessoas.

De acordo com a vereadora Zonaira Carvalho Pereira (Progressistas), presidente da Câmara Municipal de Carauari, os protestos de domingo poderão se radicalizar nos próximos dias caso a situação de caos persista. Na manhã de ontem, ela procurou o secretário-geral do seu partido no Estado, deputado Belarmino Lins, pedindo-lhe que interfira em favor da população carauariense. O parlamentar prometeu encaminhar documento urgente à cúpula da Amazonas Energia exigindo as providências cabíveis.
Segundo Zonaira, o caos reinante não se justifica uma vez que a atual usina instalada no município é nova e deveria responder às demandas locais. No entanto, inaugurada no início de 2019, a usina frustra as expectativas. “Apesar da sua capacidade ser três vezes superior às demandas da nossa população, a usina não funciona adequadamente, e o resultado é o caos”, comenta Zonaira.
Os sucessivos “apagões”, conforme a vereadora, causam a perda de aparelhos eletrodomésticos, prejudicam a atividade comercial e empresarial, os serviços hospitalares e engessam o serviço bancário e os órgãos públicos, incluindo a Prefeitura Municipal e a Câmara de Vereadores. “O caos é geral”, diz a parlamentar, destacando que o prefeito Bruno Ramalho, por meio da Procuradoria Jurídica do município, já ingressou judicialmente contra a Amazonas Energia.
Água e Comunicações em crise
O caos da energia elétrica em Carauari, afirma Zonaira, também está quase inviabilizando o abastecimento de água da cidade e paralisando os serviços pertinentes à telefonia e à Internet. “O sistema, administrado pela Cosama, depende de energia elétrica para funcionar, e isso está difícil porque as bombas não operam por causa da falta de energia”, protesta ela, enfatizando, ainda, que os serviços de Internet, que sempre foram deficientes, pioraram com os “apagões” que, infelizmente, aterrorizam a população.

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