Aleam sedia oficina contra a violência em Manaus

Manaus (AM) – A Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam) sedia, até esta quarta-feira (29), a ‘Oficina de fortalecimento da Rede de Proteção à vítima de violência: protegendo mulheres, crianças, adolescentes, LGBTI’s e refugiados em Manaus’ no Auditório Senador João Bosco.

De acordo com a chefe do escritório do Fundo das Nações Unidas para as Crianças (Unicef-Manaus) e coordenadora do evento, Luiza Teixeira, o principal objetivo da oficina é fortalecer a rede de proteção e proporcionar um fluxo de atendimento melhor para mulheres, crianças, adolescentes, LGBTI’s e refugiados em Manaus.

“Nesses dois dias de evento vamos abordar acesso à saúde, à assistência social, à segurança pública e também trabalhos em grupo com estudos de caso, analisando o fluxo de atendimento para cada caso, pretendendo uma integração entre os atores sociais que atuam na proteção do nosso público alvo, proporcionando um atendimento mais eficiente e adequado às vítimas”, explicou.

Luciana Diederich, coordenadora estadual de saúde mental da Secretaria Estadual de Saúde (Susam), falou sobre a importância do tratamento correto das doenças mentais. “O importante não é apenas o tratamento dos transtornos mentais, mas também a prevenção destes transtornos, porque as vítimas de violência têm muita tendência a desenvolver transtornos pelo ambiente ou circunstâncias por que passam, por exemplo. Por isso é importante perceber aqueles mais vulneráveis a prevenir o surgimento de transtornos logo nos primeiros sinais de doenças mentais ou traumas que podem desencadeá-las”, afirmou.

O deputado estadual Luiz Castro (Rede), que também é presidente da Frente Parlamentar de Enfrentamento à Violência Contra Crianças e Adolescentes (Frenpac), participou do evento, falando especialmente sobre os refugiados. “É preciso olhar para a questão da imigração com uma visão a longo prazo, porque as mudanças globais vão além do meio ambiente, incluem as pessoas, o ser humano também. O Governo Federal sempre age tardiamente, a exemplo da expulsão dos venezuelanos em Pacaraima”, exemplificou.

Participaram também representantes da Susam, Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), técnicos, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros que trabalham no atendimento e proteção do público alvo.

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