Polícia Federal: programa concurso de nível médio

Uma excelente notícia para quem almeja uma vaga na área de segurança pública. Neste primeiro semestre, a Polícia Federal deve publicar as regras do concurso na área, desta vez de nível médio. O diretor-geral da Polícia Federal, Fernando Segovia, apresentou a associações e sindicatos de policiais federais um projeto administrativo que pretende reestruturar o órgão e criar uma nova carreira formada por policiais de nível educacional médio para funções consideradas de menor complexidade, como segurança de patrimônio e patrulhamento.

‘Sinal verde’

O presidente Michel Temer já deu sinal verde ao andamento da proposta, durante reunião, no Planalto, realizada no mês de janeiro com o diretor-geral.

Proposta

Ao assumir esses papéis como vigilância de presos e segurança patrimonial, hoje exercidos por servidores de nível superior, a nova carreira liberaria um grande contingente de policiais para assumir um papel mais ativo em investigações sobre crimes federais. As entidades representativas dos servidores agora vão analisar as propostas e dar uma resposta à PF

Os detalhes da proposta foram explicados às entidades pelo delegado Delano Cerqueira Bunn, que foi coordenador de recursos humanos da PF até 2015 e hoje é superintendente regional da PF no Ceará. Durante três anos ele atuou na formatação de uma proposta, ainda na gestão do ex-diretor Leandro Daiello Coimbra, mas a ideia não foi tornada lei.

Segundo Bunn, o projeto incorpora estudos comparativos com polícias federais de 13 países e reuniões com técnicos do Ministério do Planejamento e do Tribunal de Contas da União. Sobre a nova carreira, o delegado disse que a força extra “atenderia às necessidades de ordem prática que a instituição não pode deixar de ter”.

O delegado disse que a nova proposta permitirá uma maior especialização no órgão, com o lançamento de concursos públicos específicos para determinadas áreas, como tecnologia de informação, para a apuração de crimes cibernéticos, bioquímica, para crimes contra a saúde ou falsificação de medicamentos, e engenharia civil, para crimes contra o patrimônio público. Essa estratégia valeria para os policiais que ingressarão no órgão.

Os que já estão na PF poderiam ser realocados para áreas de maior afinidade e competência, o que seria definido a partir da criação de um banco de perfis. “Há mais de dez anos o número de policiais federais tem se mantido praticamente o mesmo, enquanto as demandas são cada vez mais frequentes. A Polícia Federal precisa crescer, mas crescer da forma correta”, disse Bunn à Folha.

Outra proposta contida no projeto é permitir que resultados negativos em testes psicotécnicos de candidatos passem a ser impeditivos para o ingresso na PF, o que hoje é conseguido por diversos candidatos até com decisões judiciais. A longo prazo, a proposta também poderá ajudar a apaziguar os ânimos na corporação. Em diversas delegacias do interior do país, as rixas entre as diferentes carreiras que formam a instituição têm se tornado frequentes, com delegados, agentes e escrivães se desentendendo sobre papéis e atribuições de cada um.

Unificação das Carreiras

Segundo a Direção-Geral da Polícia Federal, o próximo certame não contemplará vagas para o cargo de Escrivão, pois há um plano de reestruturação do cargo, que poderá ser unificado à carreira de Escrivão e Agente, conforme vem sendo discutido pelas entidades de classe, com o objetivo de alcançar, de forma conjunta, medidas de modernização da estrutura da PF.

Contudo, a Federação Nacional dos Policiais Federais (Fenapef) vai se reunir com a Direção da Polícia Federal para buscar vagas para os escrivães ainda neste concurso, pois há uma deficiência no quantitativo do cargo, que submete os atuais servidores a escalas e sobreavisos exaustivos. A situação se agrava em virtude do déficit de servidores do Plano Especial de Cargos, que desempenham as atividades administrativas.

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