PF vasculha casas de Blairo Maggi

A Polícia Federal faz buscas nesta quinta-feira, 14, na casa do ministro da Agricultura, Blairo Maggi (foto), em Brasília. Investigado em inquérito perante o Supremo Tribunal Federal, por organização criminosa, Blairo foi citado na delação premiada do ex-governador do Mato Grosso Silval Barbosa (PMDB). O pedido de busca é da Procuradoria-Geral da República.

Na delação, Silval Barbosa confessou ter intermediado repasse de R$ 4 milhões, a pedido de Blairo e do ex-prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes, ao deputado federal Carlos Bezerra, em 2008, com o fim de comprar apoio do PMDB nas eleições municipais. À época, segundo Barbosa, o partido teria declarado apoio ao adversário do aliado de Blairo.

O delator narrou que o então Secretário de Fazenda de Mato Grosso Eder Moraes foi designado a conseguir os valores para pagar Bezerra e que apresentou ao chefe da pasta o operador financeiro Júnior Mendonça, que teria conseguido R$ 3,3 milhões – ‘parte em cheque, parte em dinheiro’.

Quando pediu a abertura de inquérito, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, atribuiu ao ministro da Agricultura ‘a função de liderança mais proeminente na organização criminosa’ delatada por Silval Barbosa.

Deputados propineiros

A Operação Malebolge, deflagrada nesta quinta-feira, 14, por ordem do ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal, mira sete deputados estaduais de Mato Grosso. Logo cedo, a Polícia Federal vasculhou por mais de duas horas os gabinetes e endereços residenciais de Wagner Ramos (PSD), Silvano Amaral (PMDB), Baiano Filho (PSDB), Romoaldo Júnior (PMDB), José Domingos Fraga (PSD), Oscar Bezerra (PSB) e Gilmar Fabris (PSD).

Os sete parlamentares estão sob suspeita de integrarem esquema milionário de propinas, revelado na ‘delação monstruosa’ do ex-governador do Estado Silval Barbosa (PMDB), homologada em agosto.

Os agentes da PF vasculharam até o forro do teto dos gabinetes dos deputados, informaram os repórteres Thaiza Assunção e Jad Laranjeira, do site MidiaNews, de Cuiabá.

A PF ainda permanece nas buscas nas casas dos dpeutados estaduais, em Cuiabá, Tangará da Serra, Juara, Araputanga, Pontes e Lacerda, Sorriso e Sinop.

Operação Malebouge é a 12.ª etapa da Ararath, investigação que desvenda uma sucessão de escândalos nas administrações de Mato Grosso.

O ex-governador revelou em sua ‘delação monstruosa’ que os sete deputados de Mato Grosso exigiram propinas em sua gestão e também na administração anterior, do ex-governador Blairo Maggi, hoje ministro da Agricultura do governo Michel Temer.

Segundo a delação de Silval, os deputados estaduais recebiam ‘mensalinho’ que variava entre R$ 30 mil e R$ 50 mil em troca de apoio ao governo.

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