Petrobras fecha núcleo de corrupção na Bahia

Para cortar despesas, a Petrobras demitirá 2,5 mil funcionários terceirizados, até o final deste ano, com a desocupação do edifício Torre Pituba (Ediba), em Salvador (BA).

Além das demissões, 1,5 mil funcionários efetivos da estatal que também trabalham no prédio serão transferidos para outros estados, a partir de novembro.

Alvo da Lava Jato, a torre rendeu R$ 68 milhões em subornos para dirigentes da Petros, da Petrobras e para o Partido dos Trabalhadores (PT), segundo o Ministério Público Federal (MPF).

A torre foi erguida em contrato de locação firmado em 2010 entre Petrobras e o Petros, o fundo de pensão dos funcionários da estatal.

Motivo

A estatal explica que a desocupação “não é pontual em uma região específica e faz parte de uma gestão responsável de recursos”. Diz ser “natural nas empresas” a mobilidade de pessoas entre prédios ou mesmo entre diferentes unidades ou áreas de atuação. E argumenta que a companhia avalia oportunidades de redução de custos em todos os processos e atividades, incluindo a ocupação predial.

A empresa também pretende se desfazer de outros ativos na Bahia, incluindo a primeira refinaria do Brasil, Landulfo Alves, localizada na cidade de São Francisco do Conde (BA), na região metropolitana de Salvador, que deve ser vendida até o final do ano.

A Petrobras ainda vai arrendar por dez anos a Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), que a estatal administra.

A estatal atua em quatro bacias de extração de petróleo na Bahia, com quatro terminais de armazenamento e distribuição no estado, e cinco termelétricas e um sistema gasoduto na capital.

Ao todo, são 4 mil funcionários efetivos e 14 mil terceirizados que a Petrobras mantém na Bahia

Fonte: Diário do Poder

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *