Fim da Zona Franca, processos contra desembargadores e Nair na política

Sem ilusões, a Zona Franca de Manaus não se modernizou e acabou

Durante 51 anos, jamais os governadores  do Amazonas fizeram sua parte na edificação de uma infraestrutura logística adequada para modernizar e tornar verdadeiramente pujante o modelo Zona Franca de Manaus, que custa 24 bilhões aos cofres federais segundo o jornal Folha de São Paulo.

É certo que a Folha age em nome dos grandes conglomerados industriais paulistas, mas é certo que o governo amazonense sempre foi omisso com relação à questão da infraestrutura para sustentar o modelo. Não há estradas de ligação com os mercados do Sul e do Sudeste e a infraestrutura aeroportuária é sofrível.

Por isso, tem razão a Folha ao apontar a falência do modelo que em 1970 era a maravilha de uma Manaus que possuía 311 mil habitantes e que agora conta mais de 2 milhões de pessoas habitando centros urbanos que mais parecem “guetos” psicodélicos e bairros periféricos que surgiram e cresceram sem planejamento algum.

Além disso, o mito de que o modelo é um exemplo de preservação ambiental é pura conversa de bêbado para delegado, pois é só a cidade exercitar sua memória para constatar facilmente que a destruição do Parque 10 de Novembro e do Igarapé do Mindu foi obra do processo industrial produzido pela ZFM. O modelo morreu, acabou.

CBA morto

Ainda um elefante branco, que a trancos e solavancos ganhou personalidade jurídica, O CBA (centro de Biotecnologia da Amazônia) já chegou a somar 120 pesquisadores-bolsistas e hoje conta apenas com 45.

Problemas de ordem jurídica praticamente travam as atividades do órgão e o impedem sua utilidade às cadeias produtivas do Estado. Mas, o pior de tudo é que parte doseu orçamento anual, da ordem de R$ 6 milhões, acaba retornando aos cofres do Tesouro Nacional por absoluta falta de aplicação.

Campanha pega fogo

Agora em reta final, a campanha política das eleições de 2018 esquenta de vez, o que significa trabalho e dores de cabeça para a Comissão de Fiscalização da Propaganda Eleitoral (CFPE) do TRE-AM.

A apreensão de 278 bandeiras do candidato ao governo, Omar Aziz (PSD), fixadas em canteiros públicos, mostra que a maré não está para peixe e que os candidatos ousarão mais daqui para frente. Pior para a cidade de Manaus, que vai virar um lixão a céu aberto.

CNJ reabre investigações

Com a decisão do ministro corregedor Humberto Martins, o Conselho Nacional de Justiça declara desarquivadas investigações envolvendo desembargadores do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM).

Segundo o CNJ, os desembargadores foram citados pelo programa Fantástico (Globo) como beneficiários, diretos ou indiretos, de pagamento de tratamento no hospital particular Sírio-Libanês com recursos do governo do Amazonas.

Não a Constituinte

Declarações do general Hamilton Mourão, vice de Jair Bolsonaro na corrida presidencial, sobre uma Constituição elaborada por uma comissão de notáveis, e não por uma Assembleia Constituinte no Congresso Nacional, irritaram a candidata da Rede Sustentabilidade, Marina Silva.

“Nossa democracia é a melhor forma de resolver nossos problemas”, afirmou ela, em Brasília, defendendo a Constituinte e chamando Mourão de “antidemocrático”.

Vida salgada

No palanque eletrônico, os candidatos ao Governo do Amazonas abusam de baixarias e na vida real a população amazonense sofre agruras com a alta do custo de vida.

O preço do pão foi elevado em 10% e o litro da gasolina chegará a R$ 5 nos próximos dias, conforme o Sindicato dos Postos de Combustíveis do Amazonas. Os candidatos fecham os olhos para os problemas.

Haddad em Manaus

O PT prepara para os próximos dias a visita a Manaus de Fernando Haddad, seu candidato à Presidência da República.

Haddad já aproveita o horário eleitoral gratuito aparecendo em vídeo pedindo votos para o deputado estadual Zé Ricardo, candidato petista à Câmara Federal.

Nair Blair pede votos

Sem nenhum constrangimento, a empresária Nair Blair (PSC) realiza campanha tentando conquistar uma vaga de deputada distrital em Brasília.

Nair foi pivô de um escândalo que resultou na cassação do ex-governador José Melo no Amazonas. Ela corre em busca de votos e aguarda o TSE liberar o seu registro de candidatura.