Mauro Campbell, ministro do STJ, “cai” em delação

A Procuradoria-Geral da República recebeu uma nova “bomba” com centenas de documentos, áudios, e-mails e mensagens de WhatsApp sugerindo um esquema de compra de decisões judiciais em tribunais superiores, em Brasília, por parte da JBS.

Foram divulgados trechos de conversas via WhatsApp de advogados do grupo JBS, investigados nas operações da Polícia Federal Lava-Jato e Carne Fraca, negociando valores de decisões do ministro amazonense do Superior Tribunal de Justiça (STJ) Mauro Campbell.

Num dos trechos revelados pela revista Veja, há o diálogo entre o diretor jurídico da JBS Francisco de Assis e Silva e uma advogada da empresa, Renata Gerusa Prado Júnior, negociando tráfico de influência e valor de sentenças do ministro Mauro Campbell.

São dezenas de conversas mantidas entre o diretor jurídico da JBS, Francisco de Assis e Silva, e a advogada que trabalha para a empresa, Renata Gerusa Prado de Araújo. Na troca de mensagens, os dois traçam estratégias para obter decisões favoráveis a empresas do grupo — seja por meio de “pagamentos em espécie”, como eles próprios definem, seja por meio tráfico de influência — em processos sob relatoria de uma desembargadora federal, Maria do Carmo Cardoso, que vem a ser mãe da própria Renata, e de pelo menos três ministros do Superior Tribunal de Justiça: Napoleão Maia, Mauro Campbell e João Otávio Noronha.

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