Lula e irmão são denunciados por ‘mensalinho’ pago pela Odebrecht

Nesta segunda-feira (10), a força-tarefa da operação Lava Jato em São Paulo denunciou o ex-presidente Lula e um dos irmãos dele, José Ferreira da Silva, vulgo “Frei Chico”, por corrupção passiva continuada.

Segundo a denúncia do Ministério Público, “Frei Chico” recebeu mesada da empreiteira Odebrecht entre 2003, primeiro ano de governo Lula, a 2015, último ano completo do governo Dilma, dentro de um pacote de vantagens indevidas oferecidas a Lula, em troca de benefícios diversos obtidos pela empreiteira junto ao governo federal.

O valor do pixuleco somado é de R$ 1.131.333,12, em parcelas de R$ 3.000 a R$ 5.000 ao longo do período.

“No início da década de 90, estava em curso o Programa Nacional de Desestatização, que sofreu forte resistência dos trabalhadores do setor. Ao todo, 27 químicas e petroquímicas estatais federais foram vendidas”, afirma a Procuradoria-Geral da República.

Segundo a PGR, como a Odebrecht participava do setor, e vinha tendo problemas com sindicatos, o então presidente da companhia, Emilio Odebrecht, buscou uma aproximação com Lula, e este sugeriu, então, que contratassem “Frei Chico” como consultor para intermediar as negociações. Aí começou a relação espúria.

Outros denunciados

Foram denunciados também os empresários Emílio e Marcelo Odebrecht e o ex-diretor da empresa, Alexandrino Alencar, por corrupção ativa continuada.

A denúncia foi distribuída na 7ª Vara Criminal da Justiça Federal de São Paulo.

Os crimes de corrupção passiva e corrupção ativa têm pena de 2 a 12 anos de prisão e multa.

Na modalidade continuada, as penas podem ser aumentadas de um sexto a dois terços. Ou seja, se condenados, Lula e “Frei Chico” poderão receber sentenças de 2 anos e 4 meses a 20 anos de prisão.

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