Governo Wilson Lima inicia ‘perseguição’ aos servidores públicos

Manaus (AM) – Nesta sexta-feira (9), oito policiais militares, seis da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (Apeam) e dois da Associação de Cabos e Soldados do Amazonas (ACS), foram transferidos para localidades no interior do estado e zona rural de Manaus, em “retaliação” as paralisações feitas, nesta semana pela corporação, em resposta a aprovação da lei que congela os salários dos servidores estaduais até 2021.

Dentre os policiais que serão transferidos está o próprio presidente da ACS que, anteriormente estava lotado na 2ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), no bairro Colônia Oliveira Machado e à disposição da associação, e agora irá para o Centro de Detenção Provisória Masculino 2 (CDPM 2), na BR-174.

Já o presidente da Apeam, adiantou que seis policiais ligados a associação serão transferidos para interior, sendo um para Alvarães (a 531 quilômetros a oeste de Manaus) e outro para Eirunepé (a 1.160 quilômetros a sudoeste de Manaus). O destino dos outros quatro ainda não foi informado.

“Isso é perseguição por conta das faltas coletivas. Eles alegaram, ainda, que é uma ordem do Comando Geral da Polícia Militar do Amazonas, mas sem justificativa”, desabafou Silva, adiantando que, na noite desta sexta, o efetivo da PM volta a trabalhar 100%, mas que serão organizados “novos atos, sem data definida”.

O Comando Geral) está disponibilizando todo o efetivo da Apeam que está comigo e transferindo para o interior. Um dos meus diretores vai para Eirunepé e o prognóstico de que outro irá para Alvarães. Mas já estamos trabalhando nas medidas judiciais para tentar barrar essa decisão”, disse Gerson Feitosa.

Carreata

Uma carreata realizada por servidores públicos das áreas de saúde, educação, segurança pública e produção rural causou impacto no trânsito de Manaus nesta sexta-feira.

A concentração teve início em frente à Arena Poliesportiva Amadeu Teixeira, por volta das 7h, de onde o grupo seguiu em direção à sede do Governo do Estado, no bairro Compensa, Zona Oeste da capital – onde se concentraram às 11h. Os servidores são contra a lei que suspende, até 2021, reajustes ou aumentos remuneratórios.

Reivindicações

Desde a quinta-feira (8), servidores públicos realizam manifestações em frente à sede do Governo. Eles pedem a revogação da lei de contenção de gastos que suspende, até 2021, reajustes ou aumentos remuneratórios de servidores públicos.

Nesta sexta, o Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Assprom Sindical) afirmou que caso a revogação não ocorra, uma assembleia será realizada com o intuito de deliberar sobre uma possível greve geral dos servidores públicos.

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