Gleisi Hoffmann, isolada no PT, caminha para a prisão

Enquanto a senadora e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann, fica encarregada da tarefa inglória de defender a improvável candidatura do ex-presidente Lula à Presidência em 2018, outros setores do PT, incluindo o próprio Lula, negociam acordos políticos às margens da narrativa absurda da candidatura do condenado preso e inelegível pela Lei da Ficha Limpa.

Gleisi será a próxima parlamentar a ser julgada no Supremo Tribunal Federal em uma ação em que se tornou ré ao lado do marido, acusada pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. Nos bastidores, a petista está diante de uma condenação certa.

Embora não se sabia a extensão da condenação em termos de perda de mandato, prisão, etc, o fato é que muitos no PT acreditam que o partido não precisa de mais desgastes, após a prisão do líder máximo do partido. Ter o maior nome da legenda preso e a presidente condenada por corrupção em última instância não é algo que agrade nenhum petista.

Gleisi concedeu entrevista à Rádio Arapuan FM na tarde desta quarta-feira, 16/5, e comentou que, mesmo após 40 dias e prisão, o ex-presidente Lula é o candidato do partido e citou que existem diversas manifestações de apoio ao petista, afirmando que isso demonstra o quanto Lula é querido.

Enquanto a petista falava na rádio, saia a notícia de que o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, será o próximo a visitar Lula na cadeia. Haddad é apontado como articulador de uma possível aliança do PT com o pré-candidato Ciro Gomes, do PDT.

Antes mesmo de ser condenada no STF por corrupção e lavagem de dinheiro, Gleisi começa a ser isolada na Presidência do PT.