Fatos pouco conhecidos da Independência do Brasil

A independência do Brasil do Império Português, declarada em 7 de setembro de 1822, é um dos acontecimentos mais marcantes da história do País. Entretanto, alguns fatos interessantes sobre o marco histórico são desconhecidos pela maioria dos brasileiros.

O Grito

A independência não ocorreu no mesmo dia em todo o País: apesar de o grito de independência ter sido em 7 de setembro de 1822, a totalidade do território brasileiro não ficou independente de Portugal de imediato. Diversas batalhas aconteceram em outros Estados nos meses seguintes para expulsar tropas portuguesas.

Grão-Pará

No Pará, a independência é comemorada no dia 15 de agosto: na então província do Grão-Pará e Maranhão, muito ligada a Portugal e sem muitas relações com o centro-sul do País, a independência foi reconhecida apenas em 15 de agosto de 1823, quase um ano após o grito. Os paraenses foram, portanto, os últimos a aderirem e, ainda hoje, comemoram o feriado em agosto. À época, o Amazonas era subordinado ao Pará. O Amazonas só foi separado politicamente e administrativamente em 5 de setembro de 1850.

Hino

A melodia do Hino da Independência do Brasil foi criada por Dom Pedro I. “Brava gente brasileira/longe vá temor servil/ou ficar a pátria livre/ou morrer pelo Brasil”, frases célebres do hino, foram escritas por Evaristo da Veiga em agosto de 1922, e o próprio Dom Pedro I musicou a obra. O imperador dedicava-se à música e sabia tocar diversos instrumentos.

Independência ou morte

O quadro de Pedro Américo somente foi pintado em 1888. Além de ter ficado pronto 66 anos após a independência, o artista modificou alguns detalhes. Historiadores indicam que a tropa não andava a cavalo, mas em burros, por exemplo.

A Capital – José Bonifácio, considerado o “Patriarca da Independência”, sugeriu a fundação de uma cidade central no interior do Brasil. À época da independência, a capital do País era o Rio de Janeiro (RJ). José Bonifácio de Andrada e Silva, ministro de Estado e consultor de Dom Pedro I, já sugeria que a capital brasileira fosse transferida para o interior, para reforçar a segurança, muito antes da fundação de Brasília.