Desvendado desvio de R$ 6 milhões de hospital

Silvia Borges Nogueira, de 35 anos, era funcionária da Unimed, localizada na avenida Constantino Nery na Zona Centro-Sul de Manaus. Depois de ser demitida, foi presa por suspeita de envolvimento em um esquema que, segundo a polícia, desviou, aproximadamente, R$ 6 milhões da unidade hospitalar. Outras seis pessoas envolvidas no esquema são procuradas pela polícia.

A prisão de Silvia ocorreu na manhã de quinta-feira, dia 28 de setembro, por volta das 10h, na residência onde ela morava, no bairro Cidade Nova, Zona Norte da capital, em cumprimento de mandado de prisão preventiva.

De acordo com a polícia, a mulher era assistente administrativa e recebia pagamentos em espécie ou em débito em conta de boletos bancários. “Alguns clientes que já tinha pagos seus boletos, quando foram passar por consultas médicas, os procedimentos foram impedidos porque constava que o boleto estava em aberto. Eles foram reclamar que tinham pago em dinheiro e lá foi observado que tinha dado baixa como pagamento em cartão de débito. Como os casos foram recorrentes e sempre o lançamento era feito pela funcionária Silvia, isso levantou suspeita”, disse o delegado Rafael Guevara.

Há indícios de que, sozinha, Silvia desviou a quantia de R$ 30 mil do hospital. Os outros três ex-funcionários do setor financeiro, atuavam no esquema criminoso criando empresas fantasmas que teoricamente prestavam serviços para o hospital. Os pagamentos a essas empresas fictícias eram depositados pelos três ex-funcionários nas contas dos outros três envolvidos no esquema, que não eram funcionários da unidade hospitalar.

A funcionária suspeita trabalhava na Central de Atendimento que fica na Avenida Constantino Nery. Silvia foi demitida por justa causa, mas antes de sair afirmou que havia mais pessoas envolvidas no esquema. Outros três suspeitos envolvidos, trabalhavam na sede que fica no Parque das Laranjeiras.

A direção da empresa hospitalar garantiu que, no total, foram feitos 47 pagamentos irregulares, somados os valores ao longo de mais de um ano, gerando um desvio de quase R$ 6 milhões.