Deputados criticam caos na saúde e ‘fogem’

As modernas corporações e instituições vivenciam tempos em que não podem mais se dar ao luxo de estacionarem economicamente e, nesse cenário, o Gerente se tornou a mola-mestre na busca pelos resultados desejados. Porém, muitos desses profissionais talvez nem imaginem que sejam praticamente obrigados a possuírem determinadas habilidades e competências, as quais os ajudarão a se tornarem eficazes. A principal delas, é a honestidade.

A acusação do governador do Amazonas, Amazonino Mendes, que foi descoberto um rombo de R$ 1,2 bilhão no segmento da Saúde, mobilizou os parlamentares amazonenses. Com o posicionamento do governador, o secretário Francisco Deodato foi convidado a prestar esclarecimentos aos deputados estaduais.

Na Assembleia Legislativa, o secretário de Saúde foi literalmente acuado. A pressão começou com os argumentos do presidente da Casa Legislativa, deputado David Almeida, ex-governador interino. Com números, David desmontou o discurso do governador e do secretário sobre o “caos” na saúde.

Já o deputado Serafim Corrêa, foi mais contundente: duvidou da capacidade gerencial de Francisco Deodato no Estado, ao afirmar que o secretário não teve condições de gerir a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa-Manaus).

A deputada Alessandra Campelo apontou o “dedo” para o secretário exigindo saúde para as mulheres, exames de mamografia na capital e nos municípios do interior, prevenção a Aids e a reativação do Programa TFD (Tratamento Fora do Domicílo), bloqueado desde o início do Governo José Melo.

O petista José Ricardo duvidou que o secretário autorize uma auditoria independente para identificar os empresários responsáveis e o político que os indicou e superfaturou os contratos.

Os comentários entre os deputados nos bastidores abordavam uma pergunta: Se o roubo existiu, qual o ex-governador se beneficiou com o roubo? Ninguém quer apontar diretamente para o responsável, mas citam que ele apoiou o atual governador.

A fuga

A sessão foi suspensa por alguns minutos. No retorno, quando o secretário Francisco Deodato deveria responder às perguntas, a maioria dos deputados não estava mais no plenário. Não foi dada qualquer explicação para a “fuga”. E o caso envolve milhares de vidas. O que aconteceu com os fujões? Foram pressionados?