Brics anuncia acordos para fortalecer bloco

Nesta quinta-feira (14), em Brasília, após a 11ª Reunião de Cúpula do Brics – Rússia, Índia, China e África do Sul -, os chefes de Estado apresentaram as conclusões da reunião e anunciaram acordos de cooperação.

O presidente Jair Bolsonaro e os quatro líderes do grupo – os presidentes Vladimir Putin (Rússia), Xi Jiping (China), Cyril Ramaphosa (África do Sul) e o primeiro-ministro Narendra Modi (Índia) – anunciaram que está previsto um encontro com o Conselho Empresarial do Brics, quando líderes empresariais apresentarão uma lista de 23 recomendações para facilitar o comércio entre integrantes do grupo, fortalecer o Novo Banco de Desenvolvimento (com investimentos em energia limpa e em países fronteiriços do bloco), desenvolver competências profissionais e firmar acordos de cooperação em dez setores, entre os quais indústria 4.0, biotecnologia e infraestrutura.

Os líderes do Brics almoçam no Itamaraty, marcando o encerramento da reunião de cúpula.

Bilaterais

O presidente Jair Bolsonaro ainda participa de encontros bilaterais com os chefes de Estado.

A 11ª Reunião de Cúpula do Brics começou ontem em Brasília, com o encerramento do Fórum Empresarial, organizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O fórum teve como objetivo identificar oportunidades de cooperação entre as empresas e consolidar as propostas do setor privado.

Presidida pelo Brasil, a reunião do Brics tem como lema “Crescimento Econômico para um Futuro Inovador”. Os temas prioritários das reuniões estão relacionados à ciência, tecnologia e inovação, economia digital, saúde e combate à corrupção e ao terrorismo.

Esta é a segunda vez que Brasília sedia a conferência – a primeira vez foi em 2010. Em 2014, o encontro de cúpula aconteceu em Fortaleza, no Ceará. Em 2020, a Rússia assumirá a presidência rotativa do Brics.

Juntos, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul (cujas iniciais, em inglês, deram nome ao grupo) reúnem uma população de 3,1 bilhões de pessoas, o que equivale a aproximadamente 41% da população mundial, e responde por 18% do comércio mundial.

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