Advogada e professores são presos suspeitos de oferecer diplomas falsos

Manaus (AM) –Quatro pessoas, uma advogada e três professores, foram presas suspeitas de envolvimento em um esquema criminoso de oferta de cursos de graduação falsos pela Esbam, sem autorização do Ministério de Educação (MEC).  Quatro pessoas estão foragidas. Eles fraudavam a própria faculdade oferecendo cursos no interior do Amazonas sem autorização do Ministério da Educação e sem o conhecimento de outros sócios.

A ‘Operação Incautos’, deflagrada pela Polícia Civil nesta terça-feira, 19/6, identificou o esquema em 15 municípios interior do Amazonas, quando a instituição só estava autorizada a atuar na capital. Dois sócios-proprietários de uma faculdade estão foragidos.

Ao todo, o esquema desviou R$ 1 milhão da faculdade, sendo parte do valor recuperado por decisão judicial que bloqueou a verba. Uma advogada que representa faculdade que denunciou o esquema não quis comentar o caso.

Entre os presos estão três mulheres, incluindo uma advogada e uma professora. Além disso, um professor e uma mulher que atuava como coordenadora do esquema também foram presos em cumprimento de mandado de prisão preventiva.

O esquema

Os alunos tinham aulas presenciais normalmente. No entanto, ao final do curso não recebiam o certificado de conclusão. A fraude só era constatada pelos alunos quando eles entravam em contato com a Esbam, situada no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul da capital, onde questionavam a entrega dos certificados.

Diante das reclamações recebidas dos alunos, outros sócios-proprietários da faculdade em Manaus acionaram o Tribunal de Justiça, solicitando uma intervenção judicial para a instituição, que foi vendida para dois suspeitos envolvidos na operação. Durante a investigação, a polícia diz que constatou o golpe praticado pelo grupo.

 Ainda de acordo com a investigação, os dois sócios-proprietários foragidos são procurados por descumprimento contratual e haviam sido afestados da direção.

 Segundo a Polícia Civil, as pessoas que estão sendo investigadas haviam comprado a instituição de ensino e não honraram com as obrigações contratuais.