A ‘guerra’ nas redes sociais e as articulações na Aleam

Justiça Eleitoral leva show da baixaria política nas redes

Reportagem da “Folha de S. Paulo” sobre empresas que teriam custeado divulgação de mensagens via WhatsApp contra o PT comprovou de vez o fracasso da Justiça Eleitoral no combate a notícias falsas (fake news) e toda sorte de absurdos online que injuriaram, caluniaram e difamaram candidatos e famílias nas eleições 2018.

Malgrado o ímpeto das declarações do ministro Luiz Fux, em abril passado, ameaçando com a anulação dos registros de candidaturas aqueles que espalhassem notícias falsas contra adversários, a verdade é que a boataria correu solta, desequilibrou o jogo e ajudou a decidir votos.

Infelizmente, as fake news prevaleceram e influenciaram as urnas no dia 7 de outubro e poderão voltar a fazer a diferença na batalha final do segundo turno do próximo domingo (28). Em nível nacional, o TSE não conseguiu coibir a indústria da mentira nos palanques virtuais– isso ficou claro.

No Amazonas, o candidato Wilson Lima (PSC), considerado favorito nas pesquisas de intenção devotos, se queixa de que Amazonino Mendes (PDT) o está difamando com torpedos virtuais procedentes de regiões distantes do mundo como Suiça e Paquistão. Os torpedos, que cruzam os céus do Brasil, e do Amazonas, a partir dos mais variados lugares do planeta, são uma realidade. O Whatsapp tornou-se uma bomba nuclear nas mãos de grupos poderosos e inescrupulosos, e a receita para combater a bomba é uma peça de ficção. No Facebook a situação não é diferente.

Abaixo-assinado

Conforme o 2º vice-presidente da Assembleia Legislativa, deputado Belarmino Lins (PP), é inócuo e desnecessário um abaixo-assinado criado pelo consultor de soluções de tecnologia amazonense, Roberto Mello, pretendendo impedir proposta segundo a qual os parlamentares estaduais poderiam acrescentar até R$ 4 mil em seus atuais salários, à revelia da simetria com o Congresso Nacional.

De quem a competência ?

Segundo Belão, as Assembleias Legislativas não possuem competência alguma para legislar reajustes salariais em favor de seus parlamentares, mas apenas o Congresso Nacional.

“É o Congresso Nacional quem legisla a matéria de forma soberana, estabelecendo os novos vencimentos de deputados e senadores de uma legislatura para a outra, a prerrogativa é só do Congresso”, diz Belão.

ALEAM se agita

Em plena reta final da eleição estadual, os deputados se agitam na Assembleia Legislativa, de olho na Presidência da Casa.

Os chamados “cardeais”, parlamentares mais antigos, já realizam reuniões desenvolvendo articulações que focam, inclusive, os novos eleitos para a nova legislatura. PP, PSB.MDB e PSD são os partidos mais assanhados.

Belão larga na frente

Embalado pelo colega Sinésio Campos (PT), o deputado Belarmino Lins saiu na frente no jogo das articulações visando a Presidência da Assembleia Legislativa para o biênio 2019/2020.

“Eu sempre votei no Belão para a Presidência da Aleam e agora não será diferente”, disse Sinésio da tribuna do Parlamento Estadual na sessão plenária da última sexta-feira (19).

“Batom na cueca”

Dizendo-se “encasquetado” na tribuna da Aleam, o deputado Sinésio Campos exigiu que o presidente Michel Temer (MDB) respeite o Senado e paralise a privatização da empresa Amazonas Energia.

“Temer disse que o leilão da empresa não precisa de aval do Senado, isso é como batom na cueca, ele tem que se curvar ante o Senado”, desabafou.

Terminal polêmico

O Sindicato Nacional dos Aeroportuários (Sina) denunciou ao Ministério Público Federal, ao Tribunal de Contas da União e à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) o processo de privatização do Terminal de Cargas (Teca) do Aeroporto de Manaus, administrado pela Infraero.

O Teca proporciona um lucro mensal da ordem de R$ 9 milhões, e, no entanto, o Governo Federal quer privatizá-lo a todo custo.

Selva de inverdades

Para o deputado Luiz Castro (Rede), a esta altura da campanha eleitoral o aplicativo Whatsapp se transformou em “uma selva de inverdades, distribuindo fake news para todos os lados e cometendo crimes eleitorais”.

Ele classifica o Whatsapp como uma lamentável tribuna de difamação, injúria e calúnia ao espalhar notícias falsas e atingir honras sem provas.