A ‘estrela’ do PT que trai, arranha, morde e gosta de propina

O relatório da Polícia Federal parece mais um roteiro de filmes baseados nas crônicas de costumes do pernambucano Nelson Rodrigues, mas é a realidade de um sistema político que envolvia propina, sexo selvagem e traição. “Ela arranhava, mordia, fazia escorrer filetes de sangue do peito de Alexandre Romano. Depois, para saciar a sede, vinhos e champanhes finíssimos”.

A desequilibrada presidente do PT, Gleisi Hoffmann, tinha uma rotina constante: frequentava um flat na rua Jorge Chamas, 334, apartamento 44, em São Paulo, sempre na companhia do advogado Alexandre Romano. E Paulo Bernardo, o marido traído, ficava em Brasília, seja como ministro do Planejamento, seja ocupando a cadeira principal do Ministério das Comunicações, enquanto sua ‘estrela’ predileta flutuava em na realização de suas fantasias eróticas. O pior: tudo pago com o dinheiro público.

O certo é que, como em todo romance de alcova, os ingredientes são explosivos. A Operação Lava Jato trouxe à tona um triângulo amoroso protagonizado por três personagens até então conhecidos como sendo do núcleo duro do PT. Alexandre Romano, Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo tiveram suas máscaras rasgadas.

No rastro do advogado Alexandre Correa Romano, agentes da inteligência da Polícia Federal encontrou o flat que era utilizado para guardar dinheiro e encontros clandestinos e amorosos. Além de Gleisi, Romano recebia hóspedes ilustres que deixavam malas de dinheiro “esquecidas após a hospedagem”.

Segundo relatório de inteligência da Polícia Federal, o porteiro do flat entregou o vídeo do sistema de TV, onde Romano aparece chegando e deixando o flat 15 minutos depois, com uma mala que, revelou em delação premiada, estava cheia de dinheiro de propina.

E a trajetória da balzaquiana voraz Gleisi Helena Hoffmann, nascida em Curitiba (PR), em 6 de setembro de 1965, a transformou na maior defensora de seu criador no Senado Federal. Eleita em 2010, após sofrer derrotas nos anos 2000, Gleisi colocou em prática o que tinha aprendido na função de secretária espiã de Lula no Governo do rebelde Zeca do PT, em Mato Grosso do Sul.: corrupção, traição conjugal e malandragem verbal. Agora, a Dona Flor e seus dois maridos, podem passar um tempo na cadeia.

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