A centelha do golpe militar está acesa

A centelha de golpe militar acesa pelo general Antônio Hamilton Mourão é mais um dos descaminhos da ascensão ilegítima de Michel Temer ao poder.Militares tramam a queda de Michel Temer debaixo do seu nariz. Sob o olhar inerte de Raul Jungmann, ministro da Defesa, o Alto Comando do Exército define as coordenadas para a destituição do presidente de araque.

E os caminhos de um golpe são imprevisíveis: as eleições de 2018 estão ameaçadas pela possibilidade de uma intervenção militar; da intervenção nascerá a ideia de caçar direitos políticos de parlamentares e fechar o Congresso Nacional; tudo depende de um discurso e ele está na boca do povo. Tem até deputado federal aderindo ao discurso do fechamento do Congresso para combater a corrupção nele instalada.

Para assumir o poder, os militares vão encampar a ‘luta contra a corrupção’, este mantra criado pela força-tarefa da operação Lava Jato e que será utilizado com mais frequência para legitimar a tomada do poder.

A intervenção militar na Rocinha, no Rio de Janeiro, é um microcosmo do cenário nacional. Um novo 1964 nunca esteve tão perto de acontecer.

 

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