PF interrompe festa e prende noivo

A Polícia Federal e a Polícia Rodoviária Federal deflagaram neste sábado, 22/9, em Maceió, a Operação Nepsis para desarticular uma quadrilha de contrabandistas. Ângelo Guimarães Ballerini, o Alemão, conhecido contrabandista de cigarros da fronteira de Mato Grosso do Sul com o Paraguai, foi um dos presos, Ele estava hospedado no Jatiúca Hotel Resort, se preparando para casar. Dois sócios de “Alemão”, convidados para a festa, também presos.

A lua de mel no resort “pé na areia” localizado na praia de Jatiúca programada pelo noivo, teria direito até a travesseiros personalizados com os nomes dos noivos.

Citado em outras operações que investigaram a máfia do cigarro em Mato Grosso do Sul, Alemão mora em Salto Del Guaiá, cidade paraguaia ao lado da fronteira, a 15 km de Mundo Novo e uma das bases do crime organizado na Linha Internacional.

Na foto em que aparece ao lado da noiva, Alemão estava em uma festa em Salto Del Guairá junto com o ex-policial militar Fábio Costa, conhecido como “Pingo” e “Japonês”, também alvo da Operação, mas que não foi preso porque está escondido do lado paraguaio.

No dia 26 de julho deste ano, o filho de Fábio Costa, João Victor Richena Costa, 17, foi morto com pelo menos 30 tiros quando chegava na casa do pai em um condomínio fechado em Salto Del Guairá.

Assim como o cabo Joacir Ratier de Souza, 44, outro policial militar preso na operação de hoje em Dourados, Fábio Costa tinha sido preso em 2011 na Operação Marco 334, deflagrada pela Polícia Federal para desarticular uma quadrilha de contrabandistas de cigarro.

O delegado da Polícia Federal Felipe Vianna disse hoje que os quatro líderes já tinham sido alvos da Operação Marco 334 em 2011. Na época, o grupo conseguiu escapar e fugir para o Paraguai, mas continuou atuando. Em julho deste ano, o crime foi prescrito e eles voltaram a dar as caras publicamente. “O casamento surgiu como oportunidade única para prendê-los”.

Conforme a investigação, o esquema em mercadorias contrabandeadas já causou prejuízo de R$ 1,5 bilhão para os cofres públicos. Estima-se que, no ano passado, segundo a PF, os envolvidos tenham sido responsáveis pelo encaminhamento de ao menos 1.200 carretas carregadas com cigarros contrabandeados às regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste.

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