Marinha argentina pode estar mentindo

O porta-voz da Marinha da Argentina, Enrique Balbí, confirmou na noite de quarta-feira (6) que houve “oito tentativas de comunicação” da tripulação do submarino ARA San Juan no dia de seu desaparecimento, em 15 de novembro. No entanto, ele afirmou que “não havia chamadas de emergência” nas conversas e que, algumas delas, eram apenas tentativa de conexão de dados.

A fala de Balbí ocorreu após o jornal “El Clarín” revelar dados da empresa Tesacom, uma das responsáveis por analisar chamadas telefônicas E a conexão de dados.

Nas últimas mensagens enviadas, a tripulação do submarino relatou que havia controlado o incêndio nas baterias e que estava avaliando os danos. Com isso, descobriu-se que houve uma chamada dos tripulantes, após aquela que a Marinha tinha divulgado como a comunicação derradeira.

Versão

De acordo com a empresa de tecnologia, uma chamada das 7h19 (hora local) do dia 15 de novembro questionava os superiores sobre o recebimento de duas mensagens anteriores e informava que o submarino estava em “plano de periscópio” a 18 metros de profundidade, “em velocidade de cinco nós e avaria controlada”.

O tripulante informou também que pretende descer para o “plano de segurança”, que fica a 40 metros de profundidade, para avaliar os problemas nas baterias. A mensagem termina com o marinheiro informando que voltará a entrar em contato para fornecer mais informações.

Anteriormente, no dia 28 de novembro, a Marinha havia informado que a última comunicação relatava a “entrada de água do mar” e um “curto-circuito e princípio de incêndio” nas baterias de número três.

Essa comunicação foi enviada às 8h52(hora local), cerca de duas horas antes de especialistas norte-americanos detectarem um fenômeno semelhante a uma “explosão” onde o submarino deveria estar.

Por conta dessa omissão de informações, os jornais argentinos informaram que o governo de Mauricio Macri, através de seu ministro de Defesa, Oscar Aguad, abriu uma investigação interna para verificar se os chefes da Marinha estão escondendo fatos sobre o desaparecimento.

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