Cármen Lúcia ‘abre o jogo’

A presidente da Corte resolveu avisar aos brasileiros que está atenta a tudo e rebateu críticas desafiando a estarem em seu lugar. Durante a participação em um evento no Festival Piauí Globonews de Jornalismo, realizado em São Paulo neste sábado (07), a presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, fez uma grave revelação e aproveitou para defender as delações premiadas como um instrumento necessário para se chegar até os criminosos.

A ministra relatou uma grande preocupação com os presídios brasileiros que estão praticamente dominados pelas organizações criminosas. De acordo com ela, as facções estão no controle de todos os estados do Brasil e isso é algo gravíssimo.

Ela afirmou que não é fácil estar na pele dela e que não existe nenhuma comodidade em ser a presidente da Corte.

A responsabilidade é muito grande. Segundo a ministra, ela sabe de tantas coisas que é impossível conseguir dormir direito. Ela comentou no evento, que se o brasileiro souber das coisas que ela tem recebido informação e visto, eles perderiam a capacidade de terem noites tranquila de sono.

A ministra rebateu as críticas e desafiou para que sentassem na poltrona dela e sentissem o drama. Mesmo ressaltando não ser uma reclamação, Cármen Lúcia falou que o Brasil vive momentos de tumulto e o Brasil e todos cobram muito dela, pois querem uma solução rápida de tudo.

Delação premiada Diante de uma enorme plateia, a ministra não quis se aprofundar sobre temas polêmicos. Em relação aos depoimentos dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, afirmou que o Supremo está analisando se houve algum tipo de manipulação para conseguir as provas contra os envolvidos.

Ela aproveitou para destacar o excelente trabalho do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Ele foi um dos responsáveis em conduzir acordos de colaboração que facilitaram os trabalhos dos investigadores.

Cármen Lúcia defende o mesmo pensamento do juiz federal Sérgio Moro sobre a delação premiada. Esse instrumento é de suma importância para que a corrupção não se expanda e prevaleça.