Belo é chamado de bandido

Proprietária da casa alugada por Belo, em São Paulo, Marcia Gomes, de 46 anos, está revoltada por não receber o pagamento de seu imóvel no Jardim Paulista. Sentindo-se prejudicada, ela levou o caso à justiça, que determinou neste mês que o pagodeiro seja notificado por inadimplência. Belo, que ainda deverá apresentar sua defesa, corre risco de despejo.

De Miami, onde vive há três anos, Marcia disse sentir-se de mãos atadas e fez duras críticas ao cantor, a quem chamou de “bandido”. “Estou totalmente impotente. Não consigo sair dos Estados Unidos porque estou aguardando meu visto e sequer posso ir a São Paulo para agilizar as coisas. Tem um bandido morando na minha casa e não posso fazer nada”, diz ela, que começou a se preocupar quando os cheques com os depósitos do aluguel, de R$ 30 mil por mês, começaram a voltar.

O processo corre na 33ª Vara Cível de São Paulo desde abril, quando Belo foi acusado de inadimplência. Segundo a administradora, a dívida já passa de R$ 500 mil se levado em conta fatores como falta do pagamento de IPTU e quebras de contrato, por exemplo.

“Quando ele soube que tínhamos entrado com ação de despejo, a advogada dele chamou a minha advogada para conversar. Achamos que iriam resolver e ela (a advogada) falou que o Belo mandou avisar que não iria sair da casa já que entramos com a ação. Ele disse que agora iria deixar com a justiça”, contou ela, que nega tentativa de acordo por parte da defesa do cantor. “Já perdi as esperanças e sei que vai ser uma briga de muitos anos. Já estou consciente disso.”

Marcia afirma ainda que várias cláusulas do contrato foram quebradas e que o imóvel, que foi alugado mobiliado, passou por modificações sem a devida autorização. Uma das acusações dela é que Belo violou um quarto na casa que estava trancado, pegou seus pertences e mandou para um depósito. Ela diz que por pouco não perdeu objetos de valor e documentos importantes.

“Quando aluguei a casa, um dos quartos deveria ficar trancado com meus pertences para eu pudesse ter acesso quando necessário. No primeiro momento que precisei de um documento, não deixaram entrar. Eles jogaram as coisas em um depósito no [bairro] Ipiranga e não pagaram o aluguel, que era de R$ 300 por mês. Tive que pagar o depósito, pois senão minhas coisas iriam a leilão”, diz.

 

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