Ator acusado de abuso por 5 mulheres

“Foi como um estalo na cara”, disse a atriz Sarah Tither-Kaplan, em entrevista ao “Los Angels Times”, dias depois de ter usando as redes sociais para mostrar descontentamento com o facto de James Franco usar um crachá do movimento “Time’s Up” (Acabou o tempo), que reúne pessoas vítimas de abusos.

Ex-estudante na escola de atores e realizadores fundada por James Franco em 2014, Sarah Tither-Kaplan, é uma das cinco mulheres que acusaram o ator de comportamento sexual inapropriado ou abusador.

Quatro das queixosas foram alunas de Franco. “Senti o abuso de poder e que havia ali uma cultura em que as mulheres eram substituíveis”, disse Tither-Kaplan, em declarações ao “LA Times”.

Outra estudante, Hilary Dusome acusa Franco de criar “um ambiente hostil e nada profissional” durante uma cena filmada num clube de “strip”, ao perguntar às cinco atrizes que estavam no “set” se alguma queria tirar a camisa. “Ficou furioso” quando ninguém se voluntariou, disse.

“Sentia que tinha sido escolhida por algo baseado no meu esforço e no meu mérito, mas depois percebi que só tinha sido escolhida por ter uns peitos bonitos”, acrescentou Dusome.

Outra mulher, Violet Paley, que teve um relacionamento romântico com Franco, em 2016, acusa o ator de a ter forçado a fazer-lhe sexo oral, quando estavam num carro, e numa altura da relação em que ainda não tinha iniciado.

“Ele empurrou minha cabeça para baixo, como não queria que me odiasse, fi-lo”, contou Violet Paley ao “LA Times”, enquadrando o tuíte feito domingo à noite, quando viu Franco com o crachá nos Globos de Ouro.

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