Assassinato de atriz domina o cinema em 2019

Crimes brutais e misteriosos acabam tomando conta do imaginário das pessoas e alguns deles se tornam lendários, servindo como base para livros, filmes e séries. “Zodíaco”, a série “American Crime” e o documentário seriado “Making a Murder” são exemplos de histórias do tipo que foram parar na mídia de entretenimento. Assim também é com o chocante caso do assassinato da atriz Sharon Tate, que em 2019 fará 50 anos.

A história de Sharon Tate chocou Hollywood em 1969 quando ela foi assassinada grávida de oito meses em sua casa em Los Angeles pela seita liderada por Charles Manson. Depois de causar grande comoção, o crime, que costuma ser descrito com “requintes de crueldade”, ganhou algumas interpretações na TV e deve voltar ao imaginário popular com força este ano.

A história será resgatada em “Once Upon a Time in Hollywood”, próximo filme de Quentin Tarantino. Margot Robbie viverá a atriz, que tinha 26 anos quando o crime aconteceu, mas o foco será em Rick Dalton, personagem fictício que era vizinho de Tate.

Mas essa não é a única produção sobre o assunto. “The Haunting of Sharon Tate” tem Hillary Duff no papel principal e narra a vida de Tate no ano anterior a sua morte. Com viés de terror, o filme é dirigido por Daniel Farrands, que já produziu outras histórias do gênero, como “Evocando Espíritos” e “Halloween 6”.

Para completar a leva de produções sobre o tema no ano, Mary Harron, diretora de “Psicopata Americano” fez “Charlie Says”, que foi exibido no Festival de Veneza em 2018. Matt Smith vive Manson, mas a trama gira em torno das três mulheres que participaram da chacina na casa de Tate e foram condenadas a prisão perpétua. O filme tem previsão de lançamento para maio nos EUA.

A obsessão hollywoodiana com essa história macabra já se manifestou outras vezes. A série “Aquarius”, estrelada por David Duchovny, explorou o caso, dessa vez pelo ponto de vista do policial Sam Hodiak (Duchovny).

“American Horror Story” também reviveu o caso da temporada “Cult”, entrelaçada com o presente pós-eleição de Donald Trump.

Histórias trágicas, comoventes e misteriosas sempre fascinaram Hollywood. Nos últimos anos, a série “American Crime Story” tem chamado a atenção por dar ares ficcionais a tragédias recentes americanas como o assassinato de Nicole Brown e o julgamento de seu ex-marido OJ Simpson, e a morte do estilista Gianni Versace.

A série “Making a Murder”, que relata o esforço de um grupo de advogados para provar a inocência de um homem preso injustamente. Exibida pela Netflix, ela foi um hit quando saiu, e ganhou novos episódios recentemente. Da mesma forma, a série documental da HBO “The Jinx”, foi o assunto do momento ao retratar a ligação de Robert Durst com três assassinatos.

O novo nome a ganhar destaque é Ted Bundy, serial killer acusado por mais de 30 assassinatos. Ele ganhou o documentário “Conversando com um Assassino: Ted Bundy”, que estreou na Netflix na mesma época em que o streaming comprou o filme “Extremely Wicked, Shockingly Evil and Vile”, com Zac Efron no papel principal. O longa deve ser lançado em novembro, com vistas a temporada de premiação de 2020.

Já o filme de Tarantino será lançado em 9 agosto, exatamente na data em que o assassinato de Sharon Tate ocorreu há 50 anos. A atriz estava grávida quando foi assassinada. O pai da criança era o então famoso diretor de cinema, Roman Polanski que, em 1989 esteve em Manaus e comentou sobre a crueldade cometida pela turma de Charles Manson, morto em 19 de novembro de 2017, no presídio de Bakersfield, Califórnia, EUA

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