A dura realidade de Bruno Cabrerizo

O ator brasileiro Bruno Cabrerizo deixou o país há 12 anos. Mudou-se para Itália, onde se casou e teve filhos, e mais tarde para Portugal, onde participou em novelas da TVI. De regresso a casa, admite que ter deitado o Brasil “foi uma loucura”.

“A realidade lá fora é dura”, disse Bruno Cabrerizo ao site “Veja”. O ator, um dos protagonistas de “A Única Mulher” e “Ouro Verde”, novelas estreadas pela TVI em 2015 e 2017, regressou no verão passado ao Brasil depois de viver na Europa: primeiro na Itália, depois em Portugal. “Somos considerados estrangeiros e temos que batalhar muito para obter as nossas coisas. Batalhei para chegar aqui, e quando olho para atrás, percebo a loucura que fiz ao deixar meu país de origem”, referiu, sobre essa experiência.

Cabrerizo integra atualmente o elenco de “Tempo de Amar”, da Globo. Mudou-se para Itália para jogar futebol e foi aí que conheceu a ex-mulher, com quem teve dois filhos. Depois foi para Portugal, onde foi apresentado como “estrela internacional”, para integrar os elencos dos produtos de ficção da TVI.

Pelo caminho, ficaram trabalhos “como garçom, motorista de hotel, relações públicas numa discoteca, na contabilidade de uma multinacional”, conta à Veja. “Até entrar no mundo da moda (ainda em Itália), que me deu mais possibilidades financeiras de continuar a minha formação como ator”.

Em terras lusas, o ator, de 38 anos, apaixonou-se por Kelly Bailey, de 19. Um namoro que gerou o final do seu casamento e que terminou depois quando regressou ao seu país. A ex-mulher, Maria Caprara, e os filhos Gaia, de sete anos, e Elia, de quatro, permanecem em Itália. “Os meus filhos estão em Itália e eu estou aqui (no Brasil) por eles também. Trabalhando por eles, primordialmente. É duro ficar tão longe. Mas se outras oportunidades de trabalho acontecerem no Brasil, claro que continuarei por cá”, explicou.

Apesar de dizer agora que a sua passagem pela Europa foi “dura”, Cabrerizo tinha dito em setembro, pouco depois de regressar ao Brasil, estar “muito grato” a Portugal. “Acolheram-me muito bem”, declarou na altura, admitindo que a oportunidade de gravar com a Globo se deve ao trabalho que realizou ao longo dos três anos com a TVI: “Estou aqui graças ao canal que me abriu as portas e investiu em mim”.

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