A mentira e a violência

Segundo o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), o Brasil ocupa o 79º lugar entre 188 nações no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano, que leva em conta indicadores de educação, renda e saúde. Estamos diretamente atrás de México, Sri Lanka, Turquia, Venezuela, Irã, Costa Rica e Líbano; e na frente de Geórgia, São Cristóvão e Nevis, Azerbaijão, Granada e Jordânia.

Já o coeficiente que mede a concentração de renda, aponta o país como o 10º mais desigual do mundo, na frente apenas de Paraguai, Colômbia, Lesoto, Zâmbia, República Centro-Africana, Botsuana, Haiti, Namíbia e a campeã África do Sul.

Essa desigualdade não é fruto do azar, mas sim de uma “Democracia” que serve apenas para os poderosos. Um país desigual não tem competência para falar em estabilidade macroeconômica; agenda microeconômica de reformas visando o aumento da produtividade; e políticas sociais visando redução da desigualdade social.

Eu não gosto de rótulos, eles criam mais ruídos do que luz, mas barulho do que manifestações de competência. Sempre defendi políticas liberais, como menor intervenção estatal na economia, ao mesmo tempo que defendo ideias caras, como educação e saúde públicas de qualidade e ferramentas efetivas para a distribuição de renda.

Tenho consciência que o PT do ex-presidente Lula, condenado por corrupção, gerou a desigualdade social. O PT e seus partidos aliados envenenaram a vida brasileira, permitindo que o “Bolsa Empresário” fosse muito maior que o “Bolsa Família”.

Só para lembrar, a corrupção se agravou quando o governo passou a financiar empréstimos do BNDES emitindo títulos do tesouro. Quem comprava recebia juros altíssimos. O governo pegou o dinheiro que recebeu vendendo os títulos e passou pro BNDES, que por sua vez repassava, por juros muito menores, para as empresas do Eike Batista, para a JBS, para a Oi, para a Odebrecht e etc, etc, etc, todas ligadas aos políticos.

A diferença entre esses dois juros, do “Bolsa Empresário” e o “Bolsa Família”, fez a economia quebrar. Como o governo petista/comunista se apresenta como progressista, como defensor da igualdade? As gestões Lula/Dilma arrasaram o país. E a obra está inacabada: Temer continua no mesmo caminho. Está tudo desvendado pela Lava Jato.

O PT, PCdoB, PMDB e partidos nanicos condenaram 14 milhões ao desemprego. Isso sem falar nos desalentados, que nem procuram mais emprego e que não estão nas estatísticas. E nas dezenas de milhões de brasileiros que estão na informalidade, sem qualquer direito de qualquer espécie, sem ninguém para representa-los.

Os desinformados citam que o Governo Lula fez com que 40 milhões de pessoas deixassem a miséria absoluta. Mentira! Era uma bolha de consumo que não se sustentava. O Brasil regrediu muito com a maior recessão da nossa história. Estamos num país em que mais da metade dos domicílios não tem coleta de esgoto, em pleno século XXI. Mesmo quem conclui o ensino superior, é analfabeto funcional. Não consegue ter uma concepção abrangente do seu próprio mundo. Proliferam os cursos universitários que não exigem raciocínio lógico.

O economista inglês Alfred Marshall, no século XIX, criou a figura do “Shakespeare analfabeto” para ilustrar a desigualdade social. Esta figura, teria toda a condição de produzir uma obra literária universal e não o fez por não ter recebido capacitação, ou por falta de oportunidades gerados pelos gestores políticos.

*Yanna Bach é professora aposentada