Professores revolucionários

A questão salarial dos professores sempre é colocada em pauta quando chega o período da data base. No Brasil, os professores recebem salários menores que a maioria das categorias. É uma contradição!

Como o professor, que detém o conhecimento, pode receber um salário mensal inferior a 10% em relação aos salários de promotores, juízes, conselheiros de Tribunais e etc?

Professores na Alemanha recebem os maiores salários do país. E quando juízes, médicos e engenheiros reivindicaram à chanceler alemã Angela Merkel – doutora em Física -, equiparação salarial, ela respondeu:
“Como eu posso comparar vocês com quem os ensinou?”

No exercício do magistério, cheguei a conclusão que professores não são pessoas comuns e pessoas comuns não são professores. É preciso dedicação!

É natural que o detentor do conhecimento assuma o poder, pois está mais preparado para desenvolver uma política de gestão.

Quando acompanhamos os ataques ao Pólo Industrial de Manaus, concluímos que a História do Amazonas nos mostra que os governantes foram incapazes de implementar uma política econômica alternativa. Qualquer professor sabe que o grande problema reside na política de gestão de quem comandou o Amazonas nas últimas cinco décadas. Os governadores ficaram deitados no modelo Zona Franca. Priorizaram o discurso e desprezaram que o Amazonas é um laboratório a céu aberto, portanto, um celeiro para pesquisas no ramo farmacêutico.

No Amazonas sempre foi assim! Vivemos de ciclos econômicos sem planejar o futuro. No período da produção gomífera, Manaus se desenvolveu de forma acelerada sem planejar o futuro. A Malásia se aproveitou e passou a competir. Fomos nocauteados! O erro se repete com o modelo Zona Franca. Se conhecessem o mínimo de história, não teriam repetido o erro.

Com união, os professores podem exercer pressão e negociar uma política salarial justa e, logicamente, motivadora. Para que o objetivo seja alcançado, o primeiro passo é eleger em 2020, profissionais do magistério para a Câmara Municipal de Manaus. A mesma política deve ser estendida para 2022 na Assembleia Lgislativa. Com professores realmente comprometidos com a categoria pode-se vislumbrar o resgate imediato da categoria.

Se a maioria da Câmara Municipal e da Assembleia for formada por professores, é possível iniciar uma revolução no ensino, incluindo uma melhoria salarial da categoria.

O professor tem o poder de inciar, em Manaus, um movimento que pode se expandir por todo o Brasil. Chega de escravidão doce!


Rosalvo Reis

Rosalvo Reis

Editor do Portal Roteiro de Notícias

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