Professor, a última reserva moral

“O pior cego não é somente aquele que não quer ver. É também aquele que engana professores. Eis o conceito da suprema ‘cegueira’: ferir de morte a liberdade de manifestação líquida e certa. Em tempos de Páscoa, lutemos por libertação, por valorização dos professores. Quem tem ouvidos que ouça. E que os cegos vejam.”

O salário de um juiz é suficiente para pagar quantos professores? Mais de um dezena, é claro. É a reversão da meritocracia.

O professor, assim como o juiz de Direito é concursado. Além disso, existe uma diferença básica entre as duas funções: os professores têm mestrado ou doutorado, situação rara nos meios jurídicos.

A situação se agrava quando o governo é míope (visão curta), ou seja, incapaz de perceber que tem que, pelo menos, respeitar o direito líquido e certo da reposição salarial da data base.

Como pode um professor mestre ou doutor receber um salário muito inferior aos pagos a funcionários de tribunais sem qualificação? É desumano.

O professor não é um “Zé Ninguém”. É um profissional qualificado responsável pela estruturação da sociedade. Se o Governo do Amazonas não tem dinheiro para pagar os professores, que diminua os repasses para os Tribunais, Assembleia Legislativa, demita comissionados e feche qualquer porta que possa abrir caminho para a corrupção.

Vários modelos de valorização dos professores e, consequentemente, melhorar o ensino-aprendizagem, são amplamente conhecidos. Infelizmente, não existe interesse em quebrar paradigmas, ousar, alterando o currículo e a carga horária.

O professor é a última reserva moral deste país de corruptos.

Chega!


Rosalvo Reis

Rosalvo Reis

Editor do Portal Roteiro de Notícias

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