O cérebro “hackeado” e o cinema

No feriadão que terminou em 1º de maio, fiquei refletindo sobre uma questão que me incomoda: Como seria a ideia de mundo tridimensional se o cérebro pudesse ser “hackeado”? O tempo seria o “limite” da vida? Estas e outros questionamento só podem ser respondidos a partir de análises científicas e de conhecimento de teorias esotéricas.

O incômodo surgiu a partir de leitura sobre pesquisas avançadas sobre o cérebro. Lendo vários artigos sobre o assunto escritos por cientistas das Universidades de Genebra e Oxford, verifiquei que já existe o desenvolvimento de uma metodologia que decifraria as ondas cerebrais, entregando até mesmo suas informações privativas.

Também refleti sobre o filme “Lucy”, de Luc Bresson, um enredo luciferiano e transhumanista, duas teorias filosóficas de sociedades secretas como como a Maçonaria e a Rosa-Cruz, entre outras.

Em um dos testes aplicados, os cientistas pediram que cada estudante pensasse no código de acesso pessoal do cartão de débito. Depois, números aleatórios foram mostrados em uma tela aos participantes e, em um nível subconsciente, o cérebro acabava por entregar os números referentes à senha do cartão.

Os pesquisadores identificaram que o “grande delator” dos dados é o sinal cerebral classificado como P300. Foi observado que essa onda atingia picos quando os participantes viam um número familiar ao que eles haviam pensado (como o primeiro dígito da senha, por exemplo). Dessa forma, a técnica da pesquisa conseguiria reduzir de 10% a 40% os dados aleatórios, resultando na diminuição da adivinhação casual.

Tal método, no entanto, ainda precisa passar por aperfeiçoamentos para conseguir “hackear” com total eficiência o cérebro — que é classificado por muitos como o “computador” mais complexo que existe. Esta é a visão racional de pesquisas científicas.

Cheguei a conclusão que, no próximo século, chegaremos a ler o pensamentos de pessoas, se assim desejarmos. Para isso, é preciso fazer implantes neurais, processo que já está sendo testado em cérebros de macacos.

É previsível que o implante transforme o humano em um ser racional e muito produtivo, praticamente sem emoção e dor, mas com uma atividade cerebral superior a 40%. É muito, diriam alguns incrédulos. Esqueçam a lenda de que o ser humano utiliza apenas 10% de sua capacidade. O percentual é apenas folclore. Só o ato de balbuciar e a atividade de abrir e fechar as mãos exigem muito mais que 10% da capacidade.

Esqueçam também o filme “Lucy”, cujo enredo destaca uma mulher que conseguiu usar o potencial de 100% de sua capacidade cerebral, em vez dos apenas 20% que os seres humanos comuns supostamente usam. Embora muitos espectadores tenham ficado confusos por uma estranha mistura de pseudo-ciência com cenas de ação, o núcleo do filme encontra-se em um outro reino: É sobre a filosofia luciferiana da elite oculta e seu pingente futurista, o transhumanismo.

“Lucy” é um filme de ficção científica que combina profundas questões existenciais com um monte de cenas de ação envolvendo gangsters asiáticos. Embora essa dicotomia não tenha sido bem recebida pelos críticos, há uma mensagem esotérica escondida por trás de tudo. “Lucy” é realmente mais do que um filme em que Scarlett Johanson é um “vilão” – é um conto alegórico comemorando a filosofia da elite: o Luciferianismo.

O fato de que a personagem principal é chamada de Lucy é a primeira pista insinuando para a base filosófica do filme. O nome Lucy e Lúcifer ambos derivam do latim “lux” que significa “luz”. Lúcifer significa “portador da luz” em latim e é considerado pelos Luciferianos aquele que trouxe o conhecimento divino (luz) para os seres humanos, após ter sido expulso do céu por Deus. Nos círculos Luciferianos, Lúcifer é percebido como um “salvador” que deu aos seres humanos o conhecimento necessário para ascender à divindade. No filme, Lucy é uma versão humana de Lúcifer, visto que sua capacidade cerebral maior permite a ela obter o conhecimento necessário para se tornar um deus.

Indo mais longe do que os contos bíblicos antigos, o filme também é rotulado de “transhumanista”, que é um subproduto moderno, futurista do pensamento luciferiano. Transhumanismo é sobre seres humanos atingindo um outro nível de desenvolvimento através da tecnologia e robótica feitas pelo homem.

Deixando o esoterismo de lado, a ciência evoluiu bastante usando o Criacionismo Bíblico, do qual sou adepto, a partir da verificação que as criações humanas só funcionam se tiver como referência leis preestabelecidas.

*Rosalvo Reis é professor de Física e editor do Portal Roteiro de Notícias