Duas realidades quânticas

Uma realidade pode ter duas versões e, ambas, corretas. Parece estranho, mas os físicos quânticos já conhecem o fenômeno desde o início da década de 50.

Uma situação estranha, mas que pode ficar duplamente estranha. Um experimento acaba de mostrar aos cientistas que estudam Física Quântica que duas versões da realidade podem existir ao mesmo tempo.

Dois observadores avaliam o mesmo fóton e podem chegar a diferentes conclusões sobre o estado desse fóton – e, no entanto, ambas as suas observações podem estar corretas. Pela primeira vez, os cientistas replicaram as condições descritas neste experimento mental. Seus resultados, publicados em 13 de fevereiro, confirmaram que, mesmo quando os observadores descreviam estados diferentes no mesmo fóton, as duas realidades conflitantes poderiam ser verdadeiras.

A ideia desconcertante de duas realidades coexistindo é de Eugene Wigner, vencedor do Prêmio Nobel de Física em 1963.

Durante as décadas seguintes, a proposta de Wigner foi apenas uma interessante experiência mental. Mas, nos últimos anos, avanços importantes na física finalmente permitiram que especialistas colocassem a proposta à prova.

A teoria indica que podemos, se relacionarmos espaço-tempo com gravidade, chegar a conclusão que vivemos em duas dimensões e, numa delas, provavelmente a 5ª, não envelhecemos porque a ideia de tempo não existe.

E o mais estranho: avisos e premonições podem ser enviadas pelos nossos “próprios fantasmas” de outra dimensão.

Parece loucura, mas a Física Quântica está chegando lá, encurtando caminhos matemáticos.

Para quem não consegue compreender a Física, é importante lembrar de uma frase de William Shakespeare:

‘É uma infelicidade da época, que os loucos guiem os cegos’


Rosalvo Reis

Rosalvo Reis

Editor do Portal Roteiro de Notícias

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