Consciência eterna

Numa conversa entre o físico Albert Einstein e o poeta, romancista, músico e dramaturgo Rabindranath Tagore, surgiu uma discussão sobre a beleza da rosa. Tagore argumentava que a rosa é linda; Einstein, rebatia, dizendo que a beleza é conceitual e depende de quem observa. A conversa parece ingênua, mas no leva a uma reflexão profunda.

Nas minhas divagações na minha mente Física, fico imaginando o que muita gente acha loucura. Na madrugada de 6 de fevereiro, acordei às 3h com uma indagação na minha cabeça: E se for a vida que cria o universo e, consequentemente, este não existisse sem a nossa consciência?

Sei que esta premissa baseia a teoria do biocentrismo, que defende que todas as formas de vida são igualmente importantes e que a humanidade não é o centro da existência. E aí me aprofundo: Estamos realmente aqui, ou tudo que “vemos” é produto na nossa imaginação? Sempre acreditei que tudo não passa de um sonho. Você pode existir, em outro lugar, simultaneamente.

O cientista norte-americano Robert Lanza, baseado no biocentrismo, define que existe vida para além da morte, porque, afinal a morte, tal como a conhecemos, não passa de uma ilusão causada pelo nosso subconsciente, afinal, a vida também é, igualmente, uma ilusão.

“Pensamos que a vida é apenas a atividade do carbono e de uma mistura de moléculas – vivemos um pouco e depois apodrecemos na terra”, afirma o cientista.

Lanza, que leciona na Wake Forest University School of Medicine na Carolina do Norte (EUA), reitera que o ser humano acredita na morte porque “lhe é ensinado que se morre” ou, mais especificamente, como defende o cientista, porque a nossa consciência associa a vida a corpos e sabemos que os corpos morrem.

O biocentrismo é classificado como uma Teoria de Tudo e deriva das palavras gregas para “centro da vida”. A teoria baseia-se na concepção de que a vida e a biologia são centrais à realidade e é a vida que cria o universo e não o contrário.

Para melhor entendimento, uma pessoa vê o céu e é-lhe dito que a cor que está a ver é azul, mas as células do cérebro humano podem ser modificadas para criarem a percepção de que o céu é verde ou vermelho.

No universo, o espaço e tempo não se comportam da forma que a nossa mente nos indica. Conclusão: o tempo e espaço são simplesmente “ferramentas da nossa mente”.

Se aceitarmos esta teoria, significa que a morte e a ideia de imortalidade existem num mundo sem barreiras espaciais ou lineares. Assim, a ideia de morte não passa de uma tomada de consciência de outros universos, em outras frequências. Estamos sendo renderizados indefinidamente, logo somos eternos na consciência.

*Rosalvo Reis é editor do Portal Roteiro de Notícias

 

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